Aborto
O novo secretário de atenção primária do Ministério da Saúde, Raphael Parente, afirma que é “invenção” número de morte de mulheres por aborto clandestino
raphael-camara
Raphael Câmara Medeiros Parente: mais um fascista escolhido para o governo Bolsonaro | FOTO: SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO/STF

Bolsonaro escolheu mais um inimigo das mulheres para compor seu governo. Raphael Câmara Medeiros Parente foi nomeado nesta terça-feira (23/06) para o cargo de secretário de atenção primária no Ministério da Saúde. Parente já deixou público sua posição contrária ao direitos das mulheres, em 2019 escreveu um artigo para Folha de S. Paulo contra, segundo suas próprias palavras, “ativismo pró-aborto”.

Em seu artigo de 2019, Parente afirmava que as mortes provocadas por abortos clandestinos no país não configurava questões de saúde pública, além de que, segundo ele, os números relativos a essas mortes seriam falsos, inflados por militantes pró-aborto e falsificados pelas pesquisas feitas pelos respectivos órgãos.

Parente também é também um dos defensores do projeto de abstinência sexual encampado por Damares Alves, ministra da Família e dos Direitos Humanos, um projeto que prioriza a repressão sexual de jovens e adolescentes ao invés de uma educação sexual de qualidade na vida dos jovens desde o começo da adolescência, nas escolas. 

O novo secretário escolhido por Bolsonaro é um defensor de políticas retrógradas e conservadoras contra jovens e mulheres, e como os demais bolsonaristas demonstra um total desprezo pela ciência e pela vida humana. Sua nomeação ocorre semanas após o Ministério da Saúde revogar uma nota técnica que citava a importância de manter e reforçar ações em apoio a saúde das mulheres durante a pandemia, os quais citavam acesso facilitado a contraceptivos e ao aborto em casos previstos por lei.

O documento, já divulgado em matéria no DCO, foi completamente distorcido por Bolsonaro que afirmou em suas redes sociais que a nota técnica assinada por três funcionários do MS seria uma tentativa de legalização do aborto e Eduardo Pazuello, ministro interino da saúde, acabou demitindo dois de três integrantes da equipe técnica que assinou a nota. O ministério justificou a medida alegando “reestruturação da equipe”.

O fascista Bolsonaro escolhe a dedo os maiores inimigos da classe trabalhadora, dos jovens e das mulheres para compor seu governo. Não é suficiente pedir a derrubada de esse ou aquele ministro, mas sim do governo fascista de Bolsonaro por completo. As mulheres devem tomar as ruas, se posicionar e pedir pelo: Fora Bolsonaro e toda a corja fascista do governo.

Relacionadas