Circo eleitoral
O candidato Democrata trata a situação deplorável da ilha caribenha como um problema de falta de investimentos e não de saqueio e pilhagem histórica contra o território.
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O demagógico Biden que seguirá pilhando os recursos e a soberania porto-riquenha. | Foto: Gage Skidmore

Na última terça-feira (15/09) o candidato à presidência dos Estados Unidos pelo partido Democrata, Joe Biden, publicou na rede social Twitter um post onde o mesmo ataca a posição do atual presidente do país Donald Trump pego em declarações polêmicas onde este afirma que pretendia vender o território associado de Porto Rico no caribe após a passagem de dois furacões pela ilha há cerca de dois anos.

“Donald Trump não apenas sugeriu que vendêssemos ou comercializássemos Porto Rico – mas também deixou nossos compatriotas sem os recursos de que precisavam desesperadamente depois do furacão Maria. É inaceitável. Como presidente, apoiarei a recuperação total da ilha e investirei em seu povo e no futuro”, twittou Biden.

A declaração do candidato e ex-vice presidente de Barack Obama por dois mandatos é na verdade mais uma grande demagogia resultante do circo eleitoral estadunidense. Porto Rico de fato teve seu território devastado pelos fenômenos naturais recorrentes, no entanto, o que está colocado não é isso, mas sim o domínio que os EUA têm da ilha, que não é um país independente, mas sim uma colônia norte-americana.

Sobre o assunto, o militante histórico pela autonomia de Porto Rico, Oscar López Rivera, em entrevista para o Granma Internacional, indicou que o único caminho para sua pátria é a independência e enterrar o protetorado de Washington naquela pequena ilha do Caribe.

Mencionou entre outras reivindicações importantes a luta dos porto-riquenhos, pelo fim da dívida externa exorbitante de Porto Rico, quantificada por Wall Street em US$73 bilhões, e da qual seu país não é responsável.

“Esta situação leva muitos porto-riquenhos lutarem pela independência definitiva dos Estados Unidos ou à emigração para aquele país, que também aumentou pelo desastre natural sofrido pelo povo porto-riquenho, após a passagem destrutiva dos furacões Irma e Maria, em 2017, e do qual não foram capazes de se recuperar”, ressaltou.

“Hoje enfrentamos a dívida odiosa e criminal imposta pelas agências de crédito apoiadas pelos Estados Unidos. Relacionado a esta questão, impuseram-nos o governo de uma Controlaria Fiscal, que determinou a aplicação de um projeto de austeridade, que ameaça o presente e o futuro de Porto Rico, de uma forma que não podemos sequer imaginar”, asseverou.

A opressão imperialista no território é histórica. Para se ter uma ideia, em 1917, o Congresso dos EUA concedeu cidadania americana a todos os porto-riquenhos. Isso deu aos EUA autoridade para obrigar os porto-riquenhos a ingressar nas Forças Armadas americanas e convocá-los para lutar na Primeira Guerra Mundial, que era iminente.

Mas a mudança não concedeu aos porto-riquenhos alguns direitos dos americanos, como o de votar para presidente da República. E até hoje não podem votar. O representante de Porto Rico no Congresso tampouco pode votar.

Porto Rico vive uma crise política interminável, recentemente o então governador da ilha Ricardo Rosselló teve de renunciar devido às inúmeras manifestações que tomaram conta do país, tendo como estopim declarações preconceituosas do político que também debochava das mais de 3 mil vítimas dos furacões.

O local é administrado até o momento pela então Secretaria de Justiça Wanda Vázquez Garced, cuja população também pedia a renúncia que chegou a ser considerada pela mesma, mas que por pressão acabou aceitando um mandato tampão até a realização de novas eleições nesse ano.

Em suma, a vitória de Biden não vai alterar em nada a vida dos porto-riquenhos. Talvez até piore. O que o povo de Porto Rico precisa é da independência dos EUA e livrar-se do jugo imperialista. A propósito, no último dia 12/09 comemorou-se o nascimento de Pedro Albizu Campos (1891-1965), outro notório ativista nacionalista de Porto Rico que empreendeu forte luta contra o imperialismo.

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