agnecia dos correios

Ontem (21) o governo golpista de Jair Bolsonaro anunciou que vai privatizar 17 empresas estatais, entre elas os Correios. Além dos Correios, pela manhã a coluna de Mônica Bergamo já noticiava que uma lista circulava entre empresários com as seguintes estatais: Emgea, ABGF, Serpro, Dataprev, Casa da Moeda, Ceagesp, Ceasaminas, CBTU, Trensurb, Codesa, EBC, Ceitec, Telebras, Eletrobras, Lotex e Codesp. Continuando o programa neoliberal de FHC, Bolsonaro quer liquidar de vez o que restava de patrimônio nacional. Trata-se de um plano de completa destruição.

Faca

Na noite anterior, falando a empresários em São Paulo, Paulo Guedes mandou o seu recado: “Tem gente grande que acha que não vai entrar na lista, mas que vai entrar sim, na faca”. Ou seja, prometeu assassinar os Correios como empresa pública, para oferecê-la a grandes capitalistas privados. Os pretextos para a venda dos Correios seriam os chamados “rombos” do fundo de pensão dos funcionários, o Postalis, que seria de R$11 bilhões, e do plano de saúde da empresa, o Postal Saúde, que teria um “rombo” de R$3,9 bilhões.

Não há “rombo”

Trata-se de uma campanha cínica da burguesia, não existe “rombo” nenhum. Os Correios convivem com interesses privados há muito tempo, e foram os próprios capitalistas que criaram esses “rombos” especulando com o dinheiro dos trabalhadores. Não há “rombo”, mas sim roubo. E a privatização é a conclusão desse roubo, uma pilhagem do patrimônio dos brasileiros e dos trabalhadores dos Correios.

Greves

Outra razão alegada pelos golpistas para vender a empresa são as greves, que foram justamente o instrumento graças ao qual os trabalhadores puderam, na medida em que conseguiram fazê-lo, preservar até agora o que resta da empresa, constantemente atacada pela direita. E é necessário recorrer mais uma vez a esse método, entre outros métodos da classe trabalhadora, para impor uma derrota à direita golpista e impedir o desmonte dos Correios a serviço dos capitalistas.

Barrar a privatização

Os trabalhadores dos Correios não devem aceitar a venda promovida pelo governo ilegítimo de Bolsonaro. É hora de se mobilizar contra a direita golpista para impedir na marra a privatização dos Correios. É preciso se juntar com todos os trabalhadores numa luta contra o governo, que coloque de maneira clara o Fora Bolsonaro, único meio de parar todas as privatizações.