Resposta a um ataque desonesto
O presidente do PSOL na falta de argumentos para uma denúncia da colaboração com os golpistas, recorre à falsificação, o condomínio dos desclassificados
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Não esqeuecer da linda imagem de Freixo trocando afagos com a louca da cobra, autora do impeachment. | Foto: Quebrando o Tabu

O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, declarou que o PCO seria uma “quinta-coluna” por que estaria, nas contas dele, publicando mais artigos contra o PSOL do que contra Bolsonaro, também disse ter sido atacado pessoalmente.

O tal ataque pessoal foi a denúncia de uma reunião do psolista com o ex-ministro e eterno candidato a presidente Ciro Gomes, intitulado “PSOL se esquiva de Lula e vai em busca de Ciro Gomes”. O artigo remete à atitude esquiva, para dizer o mínimo, do PSOL em relação à questão da frente de esquerda pela candidatura de Lula. Ao ser indagado sobre a questão num debate das TVs Fórum, DCM e 247 o presidente evitou estabelecer uma posição.

O artigo também cita a participação dos dirigentes deste partido, Guilherme Boulos e Marcelo Freixo, na frente ampla com FHC e outras figuras da direita nacional.

O toque humorístico está dado pela crítica ao PCO por não falar contra Bolsonaro. O PCO já realizou mais de 200 atos em todo o País pelo Fora Bolsonaro e levantou esta bandeira desde o ano passado. Em todo esse período tanto o PSOL como o restante da esquerda adotou o “fica bolsonaro”.

Está claro que Juliano Medeiros e PSOL preferem caluniar partidos de esquerda, que nunca se misturaram com a escória golpista para se defender, quando a atitude honesta e responsável é responder aos prementes questionamentos.

O artigo levanta várias questões, devemos, no entanto, levantar algumas outras. O PSOL apoiou com unhas e dentes o terror lavajatista, lembremos que sua bancada apoiou, ainda que parcialmente, as trágicas 10 medidas do criminoso Deltan Dallagnol.

O PSOL, como lembram todos os que são do movimento de massas, foi criado com o pretexto de ser uma esquerda que não seria conciliacionista, que não aceitaria fazer acordos com a direita, que se propunha à luta pelo socialismo e de ser à esquerda do PT. 

O PCO nunca compactuou desta análise sobre o dito partido. Temos impresso nosso folheto O caráter ideológico do Partido Socialismo e Liberdade. De 2013 para cá, vimos o PSOL se perder em apoio tácito ou explícito ao golpe, à ofensiva golpista contra o PT, Lula e agora, à nova forma de conciliação de classes, desta vez muita mais à direita, a frente ampla.

Em 2013 vimos o PSOL atacar os setores que queriam limitar a ação da ministério Público, numa frente com os direitistas de camisa amarela já nos dias do velório de junho de 2013. Isso iria evoluir na transformação de Luciana Genro na candidata lavajatista de 2014, chegando ao cúmulo de falar que a luta contra o PT, encabeçada pelos tucanos golpistas, era o “sujo falando do mal lavado”.

O PSOL inventou que lutou contra o golpe, isso é apenas isso, uma invenção. Durante toda a campanha (desde janeiro de 2015) eles evitaram de participar dos atos, chamando-os de governistas, a Folha, na época adorou, o Temer também. No começo da campanha, no auge do antipetismo, diga-se de passagem, os arrivistas declararam que Dilma mentiu ao povo durante a campanha.

Luciana Genro inclusive flertou com o “Fora Todos” do execrado PSTU

Quando Lula estava preso vimos Marcelo Freixo dizer “Lula Livre não unifica”, a trajetória de colaboração com a direita é explícita.

Para concluir, somos obrigados a lembrar que o PSOL se recusou a entrar na campanha Fora Bolsonaro durante todo o ano de 2019 enquanto se misturava com frente amplistas da laia de Ciro Gomes, FHC e Maia e até o traidor da Pátria Michel Temer. Não é um acaso, é uma política sistemática.

Como é sabido, o PSOL foi usado em diversas ocasiões pela burguesia para atacar o PT pela esquerda. A frente ampla visa justamente isso, ou para ser mais preciso, isolar a figura de Lula, que convenientemente Medeiros se recusa a dar uma resposta clara sobre o tema. A dúvida é: irá o PSOL tão longe na colaboração com a burguesia? Só o tempo dirá.

Hoje, para este colunista soa até como um elogio sermos chamados de “quinta coluna” por pessoas com tão ilibada reputação! Em geral, como dizem,  quem acusa é.

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