Às ruas Trabalhadores!
Todos aos atos deste domingo, construir nas ruas um grande movimento do povo trabalhador contra Bolsonaro, carrasco do povo brasileiro
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Fora-Bols
Ato Fora Bolsonaro em Brasilia | Foto: Causa Operária

O movimento popular contra o governo Bolsonaro e a sua escalada autoritária ganha impulso de forma mais definida nas ruas de todo o país, com a mobilização das massas trabalhadoras nas ruas como o único meio de garantir a vitória dos interesses populares contra os interesses da burguesia golpista.

Na esteira dos atos fora Bolsonaro ocorridos na semana anterior – em que se destaca o ato ocorrido na em São Paulo e que fora chamado por torcidas organizadas de times da capital – que colocou para correr a escória bolsonarista da avenida Paulista, na capital de Estado, novos atos foram convocados para esse domingo (07) em diversas capitais e cidades do país. É hora de sair às ruas e organizar um grande movimento para derrubar este governo, carrascos do povo brasileiro.

Os atos públicos pelo fora Bolsonaro surgiram de maneira relativamente espontânea, iniciativa dos movimentos de base dos trabalhadores; da população pobre, esmagados pela política criminosa dos governos, estaduais e federal; romperam com a paralisia da esquerda e das direções das organizações operárias e populares solapando qualquer base para a política de unidade com a burguesia golpista, a que classificam de frente ampla, encampadas por setores da esquerda.

Embora parte da esquerda nacional se desloque de uma política de colaboração com setores da burguesia, para a luta junto do povo nas ruas, há ainda na esquerda setores resistentes. Justificam sua resistência a tomar parte na luta do povo que está nas ruas pedindo o fora Bolsonaro, principalmente, com dois argumentos: a pandemia e o recorrente argumento de que ao manifestarmo-nos de maneira real, com todas as consequências desta manifestação, damos ao governo a justificativa que necessitam para lançar um golpe de força.

Em primeiro lugar é perfeitamente possível, como mostraram os atos e será seguido no próximo, organizá-los resguardando os participantes ou minimizando ao máximo o possível risco de contágios; garantindo o distanciamento social necessários; utilizando equipamentos de proteção, como máscaras, luvas, álcool em gel para todos; e resguardando da participação as pessoas do grupo de risco e que apresentem qualquer sintoma, que podem contribuir como de outra maneira, realizando atividades nas redes, por exemplo.

É preciso destacar, no entanto, que também os atos, ou seja, a mobilização popular, são os únicos meios para conter as mortes pela doença. Já está mais que provado que a burguesia de conjunto não tem um plano para se contrapor ao avanço da doença, ao contrário, a política dos governadores e do governo federal é deixar o povo pobre a sua própria sorte, para morrer vitimados pela doença. Não investiram nada no combate a doença; realizaram apenas um isolamento social classista, excluído dele pelo menos metade da população brasileira, que segue trabalhando.  Além disso, não garantiram nem mesmo as mínimas condições para a população pobre, impossibilitada de trabalhar; os desempregados; trabalhadores autônomos, etc., ficar em isolamento. Condenaram à morte os pobres, em hospitais sem condições para garantir tratamento, os profissionais de saúde, sem equipamentos de segurança, os presos, sem nenhuma assistência, etc.

A política dos governadores e da governo federal poder ser resumida em: vilania, ineficiência absoluta, desorganização completa, indiferença ao bem estar da população, corrupção. Os mais de 500.000 infectados e as mais de 30,000 mortes são responsabilidade direta destes senhores, é preciso pará-los antes que sua obra nefasta ganhe dimensões ainda maiores, somente nas ruas o povo pode impor um programa de medidas para combater o vírus e a crise econômica que atenda os interesses populares.

Sobre o argumento de que os atos podem ser violentos e a violência será usada pelo governo para endurecer o regime, que, portanto, os atos seriam uma armadilha, é o argumento do indivíduo que já se prostrou completamente diante dos opressores, é uma vergonha. A burguesia e as alas fascistas, naturalmente, não necessitam de uma justificativa para impor um regime ditatorial para defender seus interesses contra as massas exploradas, basta que reúnam as condições para tal ato de força, a justificativa criam a posteriori. Contudo, a condição Sine qua non para um golpe de Estado é o cálculo da reação, ou seja, além de reunir as condições internas ao bloco golpista, apoio de um amplo setor da burguesia, decisão, base no aparato Estatal, etc., é preciso conseguir condições externas favoráveis; de que ou não haverá reação ou, se houver, será ela pequena e controlável, quer dizer é preciso garantir a desmobilização das massas.

Fica evidente pelo exposto que se existe algo que pode impedir um golpe em andamento é justamente a mobilização do povo, mostrar para a burguesia, para os fascistas, para os usurpadores que se a aventura que planejam se efetivar haverá ampla reação do povo organizado, enérgica, até às últimas consequências, o que para a burguesia e o aparato estatal torna a empreitada totalmente inviável ou de extremo perigo; de que no afã de ganhar mais percam absolutamente tudo.

Por isso, é hora de sair às ruas, mobilizar todo povo trabalhador para derrubar o governo, esmagar o fascismo antes que cresça, em defesa das reivindicações populares. Todos aos atos deste domingo!

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