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O falso adiamento do ENEM
Adiamento do ENEM não resolve problema de estudantes pobres
Interesses econômicos e políticos estão por trás da insistência pela realização do exame.
weintraub
O falso adiamento do ENEM
Adiamento do ENEM não resolve problema de estudantes pobres
Interesses econômicos e políticos estão por trás da insistência pela realização do exame.
Ministro falou em 30 a 60 dias de adiamento, ignorando a pandemia.
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Ministro falou em 30 a 60 dias de adiamento, ignorando a pandemia.
Da redação

O Ministério da Educação anunciou postergar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), anteriormente marcado para os dias 1 e 8 de novembro, devido a pandemia de covid-19. Segundo o ministro golpista e debilóide Abraham Weintraub, período será de 30 a 60 dias, mas sem levar em consideração que a crise sanitária não irá ter se encerrado nesta data.

Manter a prova significava prejudicar a imensa maioria dos estudantes que não teria como se preparar para o exame. O semestre praticamente não aconteceu, pois as aulas foram suspensas em março. Nesse sentido, o adiamento é algo tirado da cabeça, totalmente aleatório e com o único propósito de dizer que o adiamento foi realizado.

Sem contar que o famoso Ead (ensino a distância) é uma verdadeira farsa, especialmente penoso para os estudantes mais pobres, onde a maior parte é excluída por não possuir as mínimas condições materiais de acesso, além de explorar os pais que são sobrecarregados principalmente no ensino fundamental, voltado às crianças mais jovens.

Há uma série de interesse dos capitalistas na realização do exame, como por exemplo os cursinhos particulares e organizações envolvidas na educação tem preocupação financeira com a questão da prova ser tão perto da quarentena.

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Os interesses políticos e interesses econômicos se refletem em coisas estranhas como participação de celebridades como a atriz global Bruna Marquezine na campanha do #adiaEnem nas redes sociais, a chamada ”mobilização virtual”, através disso que o movimento estudantil se mantém letárgico, apostando na fraudulenta campanha do “sofativismo” das redes sociais.

Pois, se a maioria dos estudantes pobres não têm acesso à internet, logo estão excluídos dessa “mobilização virtual”. No fim das contas, a política das entidades estudantis é reacionária e excludente e profundamente direitista.

UNE, UBES e outras ficam, assim como os sindicatos pelegos e a esquerda pequeno burguesa, a reboque da direita, comemorando verdadeiras migalhas dadas pela burguesia. Ao invés disso, deveriam estar ativamente mobilizando os estudantes para pressionar MEC e CNE a suspenderem o calendário acadêmico e darem suporte aos estudantes que estão à mercê da fome e da doença neste momento.