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“Enrolação a Distância”
Quase 20% dos estudantes sem estrutura para ensino à distância
Mais de 5 milhões de estudantes estão excluídos de ter acesso a educação, ensino a distância de Bolsonaro escancara a desigualdade no país.
“Enrolação a Distância”
Quase 20% dos estudantes sem estrutura para ensino à distância
Mais de 5 milhões de estudantes estão excluídos de ter acesso a educação, ensino a distância de Bolsonaro escancara a desigualdade no país.
Foto reprodutor: Diário da Amazônia. Ensino a distância apenas para burguesia.
Foto reprodutor: Diário da Amazônia. Ensino a distância apenas para burguesia.

A jogada dos setores privados, com apoio do governo federal mostra, mostra a desigualdade social no país. Com a crise de saúde em todos os países do mundo por causa da pandemia do novo coronavírus, no Brasil, as escolas públicas e privadas estão com as portas fechadas.

Para compor o fechamento temporário, governo federal aproximou ainda mais grandes empresas capitalistas para compor as aulas de milhões de estudantes em todo os país, implantando como saída o ensino a distância (EaD).

Porém o projeto neoliberal já mostrou que é uma saída que pode ajudar apenas uma pequena parcela da sociedade. De acordo dados revelados na semana passada pelo Fundo das Nações Unidas para infância (Unicef), mostra que mais de 5 milhões de estudantes no Brasil, ou seja, 20% dos jovens não estão tendo acesso a educação implantada pelo governo Bolsonaro. Os dados revelam que dos 5 milhões, todos são da classe pobre, negra e periférica que é a grande maioria da sociedade no país.

Outros dados revelam que 68% dos alunos fazem aulas pelo celular, ou seja, apenas 30% tem condições de ter o equipamento necessário, notebook, computador ou tablet.

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A queda do ensino público mostra a realidade por detrás dessa política contra a educação pública, uma verdadeira farsa. O ensino a distância é claramente uma “enrolação a distância” imposta por Bolsonaro e os setores privados, escancarando a desigualdade que predomina no país, isso se reflete na queda da educação pública, pois, apenas a burguesia tem o direito e estrutura para ter acesso a educação, provocando uma exclusão generalizada.

Em entrevista para (Sags) que atua como intermediário na divulgação de resumos de notícias, Eliane Santos de 44 anos, doméstica, relatou como sofre ao ver a dificuldade de seus filhos para tentar a sorte de obter acesso ao ensino à distância, mãe de três filhos, dois no ensino médio outro no ensino infantil. Os dois mais velhos por falta de computador ou notebook, tentam a sorte pelo celular, apenas quando a irmã de Eliane disponibiliza o acesso a internet.

“É complicado, é muito difícil! A gente fica tentando ajudar sem poder, o coração fica partido, a gente fica pulando de galho em galho”, relatou Eliane.

A política que está sendo exercida pelo presidente ilegítimo Bolsonaro, é muito conhecida pela burguesia, chamada de “meritocracia”. Se os filhos de uma doméstica não tem condições de ter uma estrutura necessária para ter acesso ao ensino a distância, notebook, celular e acesso a internet é um problema único e apenas deles e de dona Eliane, ninguém tem nada a ver com isso, ou seja, cada um por si.

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Outros dados revelam que 68% dos alunos fazem aulas pelo celular, ou seja, apenas 30% tem condições de ter o equipamento necessário, notebook, computador ou tablet.

Uma política para beneficiar os setores privados e a burguesia. As grandes empresas capitalistas não estão nem aí para centenas de milhares de estudantes que estão excluídos de ter o direito de uma educação digna. Para capitalistas, o que apenas interessa é manter o lucro. A enrolação a distância é uma saída para o governo federal cortar ainda mais os recursos para área de Educação, repassando para empresas privadas.

É necessário que todos os estudantes se levantem e se organizem contra um ataque direto na educação pública. É preciso paralisar e mobilizar toda a categoria, professores e estudantes e vincular a mobilização pelo “Fora Bolsonaro”.