Privataria e sua consequência
O resultado da privatização da energia em São Paulo mostra o caminho da privatização da água no País: serviço inócuo e aumento exponencial das tarifas
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Golpistas querem jogar a população para um condições de vida medievais | Foto: Reprodução

Após o escândalo da privatização do abastecimento de água e esgoto em todo território nacional, “obra-prima” da direita tradicional, outras duas notícias na semana chamam a atenção para os desdobramentos da política de terra arrasada e rapina que é a política neoliberal. Primeiro, surgiram os apagões no centro da Grande São Paulo novamente na última semana e a notícia de que os consumidores de energia terão que pagar o empréstimo R$ 16 bilhões feito pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) a partir de 2021. 

O que ambas as coisas têm em comum é o mesmo, a precariedade do serviço oferecido e o aumento na taxa: eis a política de privatização levada em marcha pela direita “limpinha”, que é chamada até de “democrática”, em especial o PSDB. Partido responsável tanto pela privatização da água, como também do setor da energia em São Paulo.  

O empréstimo feito pela agência reguladora, criada por Fernando Henrique Cardoso para garantir o domínio dos capitalistas sobre as empresas privatizadas, tem como objetivo, segundo a agência, em suprir o rombo feito pela crise do Coronavírus sobre a produção de energia. A diretora da agência só não explica por que os trabalhadores terão que pagar a fatura.  

Segundo a diretora: “A partir de 2021, por ocasião do processo tarifário de cada distribuidora, as quotas serão repassadas às tarifas a serem aplicadas pelas distribuidoras aos consumidores finais e permanecerão pelo tempo necessário à amortização das operações de crédito”. A previsão é que os trabalhadores serão o colchão que amortece a crise capitalista na produção de energia até 2025, mas pode ser “pelo tempo necessário”. Em português mais claro, enquanto a crise perdurar quem paga a conta são as massas trabalhadoras, enquanto os capitalistas continuam com seus lucros obscenos. 

A Enel, tubarão do imperialismo italiano na produção de energia, já reajustou as tarifas de São Paulo em 2,48%. Na frente da agência, que em tese “controlaria” as empresas, mostrando inclusive a criação dessas agências sobre esse pretexto não passa de uma balela. Como também é uma asneira o pretexto de que se deve aumentar a tarifa por causa do Coronavírus. Deveria diminuir tendo em vista a precariedade da vida da população durante a crise.  

Mas não é isso que está em jogo, o que está em jogo é o lucro dos grandes capitalistas. Com os lucros gigantescos por ser uma necessidade básica, atingindo toda a população, inclusive um direito básico da Constituinte de 1988. Esse vai ser o mesmo fim da privatização da água: muita tarifa para nada. É preciso uma grande mobilização para barrar essas aberrações dos golpistas e colocar Bolsonaro para fora, colocando esse regime que empurra a população para uma situação medieval, sem água nem luz, abaixo. 

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