Concessão: setor privado lucra
O paulistano vai pagar para uma empresa privada, que passará a cobrar pelo uso de estacionamentos em vias públicas, e calçadas por bares, lanchoneste e assemelhados.
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Sinalização vertical (placa) indicando Zona Azul. | Foto: Jornal Band

Agora foi a vez de calçadas e vias públicas, de serem entregues ao setor privado. Publicado em 19 de janeiro de 2019, quando saiu o edital de licitação para concessão do serviço de estacionamento rotativo em vias e logradouros públicos do município de São Paulo, mais conhecido como Zona Azul (ZA), teve seu processo finalizado e já entregue à empresa ganhadora, que começará a cobrar uma taxa pelos estacionamento nas vias pública, e também pela colocação de mesas e cadeiras oriundas dos bares, cafeterias, e lanchonetes da cidade que estendem às calçadas o seu atendimento.

Mas, nessa direção tomada, certamente, se está querendo resolver por vias transversas, problemas que protagonizam as vias públicas que vão além das mesas e cadeiras de bares e restaurantes, e dos estacionamentos de carros. As ruas de São Paulo, muitas delas trazem moradores sem tetos dormindo ao relento, construções irregulares de moradias tais como barracos e até mesmo casas feitas de qualquer jeito de alvenaria, debaixo de pontes e viadutos, fechando ruas, em praças e áreas verdes, como também são exploradas por vendedores ambulantes, e toda uma gama de situações, que hoje, sem solução fornecida por uma política pública cada vez mais diminuta e ausente, marginaliza e segrega tanta pessoas que, sem trabalho e vivendo miseravelmente, encontram aí um arranjo alternativo.

Não é exagero dizer, que isso, com toda certeza, não só não visa resolver esses problemas, como vai repercutir no bolso do trabalhador, configurando-se como mais um ataque a ele e uma transferência de renda, do setor público para o privado, e do bolso do trabalhador para ambos, que vai acabar pagando duas vezes pelo mesmo serviço.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), ao longo de seu mandato, deu continuação à agenda de trabalho de Doria (PSDB), com a privatização de parques e estádios municipais; a própria previdência pública; reforma administrativa; e não pretende parar . Ele declarou à mídia que:  “Ainda há muita parceria a ser feita com a iniciativa privada”.

Com toda a certeza, vai colocar na mira, também os setores da Saúde, Educação, Trabalho, Meio Ambiente, Política Agrária e Cultura, que, por já estarem esquecidas, sem investimentos que reclamam, sucateados, o que se evidencia ainda mais pela pandemia, vão sendo desmontadas para justificar a entrega ao setor privado.

Estado mínimo é o ideal da política encampada pelo PSDB em São Paulo, e que milita na cartilha neoliberal, cuja atualidade reflete a necessidade de medidas antidemocrática e radicais, do tipo das que são reclamadas pela crise do capitalismo, e de suas urgências, que inclui a entrega de tudo que é público para o privado, mas, é claro, por um preço caro suportado pelo trabalhador e contribuinte.

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