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Enrolação
Witzel ouve esquerda pequeno-burguesa e substitui presidente da CEDAE
Esquerda continua com a política de pedir a saída de integrantes do governo, o que favorece a continuidade dos sanguessugas da extrema direita no governo
GOVERNADOR-RIO
Enrolação
Witzel ouve esquerda pequeno-burguesa e substitui presidente da CEDAE
Esquerda continua com a política de pedir a saída de integrantes do governo, o que favorece a continuidade dos sanguessugas da extrema direita no governo
Assim como Bolsonaro, Witzel é produto de uma fraude e tem que ser derrubado. Imagem: reprodução.
GOVERNADOR-RIO
Assim como Bolsonaro, Witzel é produto de uma fraude e tem que ser derrubado. Imagem: reprodução.

A esquerda do estado do Rio de Janeiro está convocando um ato contra a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE) e pela saída do presidente da empresa Hélio Cabral no dia 12 de fevereiro. Entidades como Central Única dos Trabalhadores (CTU), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Conlutas, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, além de sindicatos são as organizadoras do ato.

O Rio de Janeiro passa por uma crise de fornecimento de água em decorrência da precarização dos serviços e da destruição da empresa para que seja vendida a preço de banana e para criar um clima entre a população de que a privatização é a única saída.

Tanto é assim que Witzel no meio da maior crise de abastecimento e fornecimento de água do estado deu declarações que defende a privatização e será logo. Witzel disse que a melhora dos serviços “só será possível com a privatização da Cedae”. No ano passado, Witzel afirmou que privatiza a Cedae até outubro de 2020.

A luta contra a privatização é necessária, mas existe uma confusão política que pode contribuir para a continuidade do processo de privatização em vez de barrá-lo. As entidades convocam o ato contra a privatização e pela saída do presidente da Cedae, que é apenas um representante secundário do fascista governo de Wilson Witzel.

Pedir a saída de Hélio Cabral não vai mudar em nada o processo de privatização, pois quem é responsável pela política de privatização é o governador entreguista Witzel. O fato se deu que ontem no final do dia, o governador já exonerou o atual presidente Hélio Cabral e anunciou o novo presidente, o engenheiro Renato Lima do Espírito Santo. E agora, o ato vai pedir a saída do novo presidente e depois a saída do próximo e assim por diante. É claro que a única maneira de barrar a privatização é lutar pela saída de Witzel.

É uma manobra do governador para continuar o processo de privatização através da diminuição da pressão contrária, pois colocou novo presidente que certamente vai continuar com entrega da empresa para as grandes empresas privadas de saneamento.

Witzel é o Bolsonaro do Rio de Janeiro e vai colocar em prática uma política de liquidação das empresas públicas do estado. Pedir a saída de secretários e presidentes de empresas estatais não vai impedir sua política de privatizações.

É exatamente igual ao governo federal, onde não adianta ficar pedindo a saída de ministros de extrema direita, pois Bolsonaro irá indicar ministro igual ou até piores. Sendo que a única saída é derrotar o governo e expulsá-lo da presidência. Pedir a saída de ministros ou secretarios somente serve para evitar a luta direta contra o governo e os principais responsáveis pelos ataques. Na prática é manter esses sanguessugas no poder.

A esquerda precisa mudar a maneira que combate a direita e os golpistas. É preciso parar de enrolar a população com palavras de ordem que não levam a lugar nenhum e canalizem a revolta da população para derrotar os verdadeiros culpados pela situação, no governo estadual Wilson Witzel e no governo federal Jair Bolsonaro.