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Witzel leva a polícia para dentro da UFF mas estudantes reagem
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Witzel leva a polícia para dentro da UFF mas estudantes reagem
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Na tarde desta quinta-feira (15/08), o governador fascista do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), foi até a Universidade Federal Fluminense (UFF) para realizar um exame de qualificação da tese de seu doutorado e, diante da ameaça de protestos estudantis, montou um forte aparato policialesco para reprimir os estudantes.

O estafe do governador tentou primeiro driblar as manifestações mudando o local onde seria realizado o exame. A banca de qualificação estava prevista para ser realizada no campus do Gragoatá, no Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da UFF, mas acabou sendo deslocada para o prédio da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis, no campus do Valonguinho, no centro de Niterói.

Os estudantes, no entanto, conseguiram chegar ao local e tentaram acessar a sala onde Witzel estava. Foi quando seguranças à paisana da comitiva do governador bloquearam o acesso ao andar do prédio e, ante a pressão e resistência dos estudantes, a PM chegou. A presença dos policiais fardados só aumentou ainda mais o tumulto e a confusão. Em determinado momento, os PMs interditaram as portas de saída das escadas para prender parte do grupo e impedir a circulação deles pelo prédio, deixando a passagem livre para a saída do político fascista.

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Escoltado por forte aparato de segurança, o governador saiu da universidade sob gritos de “fascista”, “assassino”, “torturador” e “genocida”. A PM também recebeu dos estudantes o tradicional cântico de luta: “Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar”.

Os protestos dos estudantes acontecem em meio à política de extermínio do povo pobre levada adiante pelo governador Witzel. Só nesta semana, seis jovens foram assassinados durante diversas operações da Polícia Militar em diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro.

A entrada da PM e de outros elementos ligados à repressão estatal nas universidades, tal como aconteceu neste episódio da UFF, são um indicativo alarmante de que a escalada policial e autoritária tende a se intensificar. Por outro lado, é importante destacar a reação determinada dos estudantes, que se mobilizaram para protestar contra o governador fascista e não se intimidaram diante da truculência da PM. É necessário seguir a linha apontada por esses estudantes e reagir com força, de modo organizado, contra as arbitrariedades e as tendências fascistas que vão tomando conta do regime político burguês no país. Para tanto, só o “Fora Bolsonaro!” e o “Fora Witzel” têm condições de impulsionar o movimento estudantil no rumo da defesa de seus verdadeiros interesses.

 



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