Wikileaks mostra: Sérgio Moro é cachorrinho adestrado dos EUA

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Um documento publicado no Wikileaks em 30 de outubro de 2009 revela a interferência direta do governo norte-americano em golpes de estado na América Latina. O documento foi enviado para o Brasil, Argentina, Chile, Panamá, Paraguai e Uruguai. Trata-se na verdade de um curso técnico em perseguição política.

Logo no primeiro parágrafo se explicita que “Participantes da conferência pediram treinamento em diversas competências, prática e demonstrações acerca de como preparar uma testemunha para o testemunho, e como examinar a testemunha”.

No documento está escrito que: “Treinamento futuro deverá se basear em criação de Forças Tarefa Ilícitas, que podem ser a melhor forma de combater o terrorismo no Brasil”.O nome do projeto é “Projeto Pontes: Criando Pontes para as Forças de Repressão do Brasil”. O treinamento do Projeto Pontes visa reunir “… juízes, promotores e polícia em uma prática de treinamento bilateral, entre o Brasil e os Estados Unidos”. As apresentações são focadas nas práticas e não na teoria”.

Juízes e promotores federais de todos os estados brasileiros e do distrito federal participaram, e mais de 50 agentes da Polícia Federal. A participação dos estados também foi solicitada e, assim, 30 promotores, juízes e agentes da lei também participaram da reunião. Juntamente com os brasileiros, participaram representantes do México, Costa Rica, Panamá, Argentina, Uruguai e Paraguai.

A diplomata, coordenadora para o contra-terrorismo do Departamento de Estado norte-americano, Shari Villarosa abriu a conferência indo diretamente ao ponto: “… o mantra tradicional é de evitar a palavra terrorismo e ao invés disso usar termos menos controversos como “Crime Internacional”, como um eufemismo para as atividades”.

“Os representantes dos setores jurídicos acharam extremamente interessante e importante. O treinamento relacionado ao contraterrorismo despertou uma atenção geral dos juízes federais, promotores e membros da polícia federal, que estavam pouco preocupados com as repercussões e genuinamente interessados em aprender como lidar melhor com os processos judiciais e a luta contra o terrorismo”.

Fica claro de onde o juizeco Sérgio Moro e outros fundamentaram suas ações, que não levam em conta a lei ou uma ideologia, e sim, a prática para interrogar e prender com mais facilidade, sem qualquer entrave. Moro aparece já no próximo parágrafo.

“O juíz federal Sérgio Moro então colocou em discussão os pontos mais comuns para lidar com os casos de lavagem de dinheiro”. O termo lavagem de dinheiro é amplamente usado no documento para causar impacto nos processos.

“… ( lidar e usar) a cooperação formal e informal internacional, confisco de bens, métodos de prova, esquemas de pirâmide, delação premiada, interrogação direta e sugestões de como lidar com as ONGs. Em seguida, uma encenação de preparação de réus e examinação direta foi apresentada. … as discussões finais geravam uma miríade de tópicos e também sugestões dos brasileiros de como trabalhar melhor com os Estados Unidos.”

“Os participantes louvaram a tática de mão na massa, e requisitaram treinamento adicional em como coletar evidência, interrogar e entrevistar, táticas dentro do tribunal e o modelo de policiamento. Eles (os brasileiros) enfatizaram a importância de discutir práticas investigativas e técnicas de julgamento, e a demonstração de exemplos concretos de cooperação entre as polícias e os promotores.

Com a pressão colocada e as técnicas de interrogatório os norte-americanos deixaram claro a importância dos juízes em

“… usar as delações e entrevistas ao invés de declarações escritas”.

Muitos brasileiros, contanto, confessaram não saber como usar essas técnicas, mas que estavam ansiosos para aprender”.

“Atualmente, a maneira mais eficaz de encarcerar um terrorista é presumir que já houve um crime como tráfico de drogas ou lavagem de dinheiro”. Isso se torna bem significativo para os casos envolvendo corrupção e indivíduos muito conhecidos”.

O treinamento das forças-tarefa, com juízes e membros da polícia, deverá ocorrer em São Paulo, Campo Grande ou Curitiba. Isso daria aos brasileiros experiência em trabalhar, com uma força tarefa, em um processo de longo termo e permitir acesso aos experts norte-americanos para guia e suporte durante o processo. Ao fim o documento deixa claro que os brasileiros não se importam em usar o termo terrorismo, e que funcionaria melhor no país.

Fica claro que o treinamento técnico e prático para prender de forma mais eficaz possível, seja sem provas, com delação premiada, sem documentos escritos, em conjunto com a polícia federal foi o resultado de toda uma escola norte-americana para os juizecos e agentes federais brasileiros. Ansiosos por aprender as técnicas, assim como um cão ansioso para pegar a bola; o imperialismo amestrou muito bem os golpistas brasileiros.