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O aplicativo de notícia Whatsapp divulgou em seu site que a partir de 7 de dezembro de 2019, passará a tomar medidas contra pessoas que mandem mensagens para um grande número de pessoas, chegando inclusive a processá-las sob o pretexto de violar os termos de conduta.

O cerco da burguesia em torno da informação vem aumentando significativamente desde 2018, não por coincidência, ano em que ocorreram diversas eleições importantíssimas para o tabuleiro da geopolítica mundial. A necessidade de manter o monopólio é cada vez maior, por isso, o controle das redes sociais aumentou exponencialmente. A imprensa burguesa justificou as ações de censura sob o pretexto de prevenir as “fake news”, criando agências que verificariam a veracidade das principais notícias em circulação. Um exemplo da função de uma ferramenta de controle com essa foi o caso do terço que o papa enviou para Lula, notícia que a agência Lupa, da Folha de São Paulo, divulgou como mentirosa, e que o próprio Vaticano teve que confirmar a veracidade.

Em 2018, o Facebook censurou diversas páginas de política, embora alguns elementos da esquerda tenham comemorado quando a vez foi do MBL, a ação foi tomada contra a própria esquerda, o MBL não passou de um boi de piranha. Nas vésperas do primeiro e segundo turno, diversas páginas e perfis de esquerda foram bloqueados. O mesmo aconteceu do outro lado do mundo com militantes pró Palestina.

A grande imprensa vende o todo como se fosse um grande avanço da ciência sobre a desinformação, usando as teorias malucas como a da terra plana e da campanha antivacina, como as principais atingidas por essas medidas, quando na verdade trata-se de mais um tipo de censura e controle da informação. Vivemos em um mundo cada vez mais monitorado, onde o judiciário tem o direito de dizer o que pode ou não circular pela internet e o que é verdadeiro ou não, sempre representando os interesses dos grandes capitalistas.

No caso do Whatsapp, medidas já haviam sido tomadas para a propagação de mensagens para grande públicos, evitando o envio de uma mensagem pra no máximo três conversas (grupos ou pessoas). Agora a proibição será mais retritiva.

Veja alguns trechos da nota publicada pela empresa:

” […] a partir de 7 de dezembro de 2019, o WhatsApp tomará medidas legais contra quem auxiliar a terceiros a violarem nossos Termos de serviços com práticas abusivas, como envio de mensagens em massa ou automatizadas, ou com a utilização comercial, mesmo que essas informações sejam disponibilizadas para nós fora da plataforma.”

“O WhatsApp está comprometido a utilizar todos os recursos à disposição dele, incluindo processar, se necessário for, para evitar abusos contra nossos Termos de serviço, como o envio de mensagens em massa ou utilização comercial. É por isso que, além das iniciativas tecnológicas, utilizamos uma abordagem jurídica contra indivíduos ou empresas que ligamos a evidências dentro da plataforma WhatsApp de abusos contra ela. O WhatsApp se reserva ao direito de continuar a tomar as medidas jurídicas cabíveis nesses casos”