Siga o DCO nas redes sociais

Escola com fascismo
Weintraub quer jogar no lixo 2,9 milhões de livros
Weintraub pretende jogar fora cerca de 2,9 milhões de livros didáticos para dar seguimento à agenda golpista da escola com fascismo
Escola com fascismo
Weintraub quer jogar no lixo 2,9 milhões de livros
Weintraub pretende jogar fora cerca de 2,9 milhões de livros didáticos para dar seguimento à agenda golpista da escola com fascismo
Weintraub, inimigo número um da educação
Weintraub, inimigo número um da educação

“Péssimos” e “muita coisa escrita”. Esses são os adjetivos que o presidente golpista Jair Bolsonaro utilizou para qualificar o conteúdo do material didático que o ministro da educação, Abraham Weintraub, pretende descartar. São cerca de 2,9 milhões de livros indo para a lata do lixo.

Este governo que descarta milhões de livros didáticos novos é o mesmo cuja promessa de campanha era adotar a escola com fascismo, aquela que estimulava alunos à perseguição ideológica dos professores dentro da sala de aula – a mesma tática adotada por policiais à paisana dentro de salas das universidades nos anos em que ocorreram a ditadura militar.

Estes exemplares nunca foram usados, sequer abertos, e servidores do estado garantem que o valor total de todos estes livros pode ultrapassar 20,3 milhões de reais. Cada livro custa, em média, 7 reais e são de todas as disciplinas, desde o ensino fundamental ao médio. Os livros foram comprados pelo Ministério da Educação por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) em gestões anteriores. O levantamento aponta que estes livros teriam vencido entre os anos de 2005 e 2019. Agora todo o estoque precisaria de um destino, já que a sua manutenção tem um custo próprio. A questão é que não se trata apenas de cortar os custos para esta manutenção, atualização do conteúdo ou controle de qualidade, mas dar prosseguimento à agenda de formação acrítica de alunos e professores. Weintraub alegou que “daria uma boa limpada” no novo conteúdo a ser distribuído para todas as escolas municipais e estaduais do Brasil. Nós já podemos imaginar que tipo de “boa limpada” esse ministro do golpe de Bolsonaro vai dar nesses livros.

Além do enorme desperdício de material, o governo federal pretende descentralizar a verba de compra de merenda e materiais didáticos e passar a arrecadação para os municípios, já que a contribuição do salário-educação é de responsabilidade das empresas. Mais uma prova concreta de que o golpe é totalmente contra a educação e a formação cultural, direitos básicos do povo, e à serviço da burguesia. É por esse motivo que a direita pretende sucatear as escolas, proibir os debates e perseguir a liberdade de cátedra dos professores, além de seguir com o programa de militarização das escolas.

É conveniente lembrar que o golpe de Bolsonaro pretende cumprir a meta de militarizar mais de duzentas escolas no país, cerca de cinquenta ao ano até 2022. Isso significa que os 20 milhões que o golpe pretende “economizar” com todo esse desperdício de materiais didáticos novos também servirão para a consolidação de seus quartéis generais no lugar das escolas.