Voz dos banqueiros: Guedes ameaça deixar o governo se “reforma” não for como ele quer

Poder360 Ideias-Paulo-Guedes-Poder360-Piantas-05Fev2019

Demonstrando a crise no interior do governo golpista de Jair Bolsonaro, o ministro dos banqueiros, Paulo Guedes, ameaçou deixar o governo caso a proposta de roubo, chamada de reforma da previdência não for aprovada na integra, ou seja, de acordo os interesses dos grandes capitalistas.

A proposta, que na prática, significa um roubo gigantesco do dinheiro da população, ao aumentar a idade o tempo de contribuição para que um trabalhador se aposente (dentre outros ataques), encontra resistência no interior da própria burguesia e dentro dos setores golpistas. A rápida crise do governo  ilegítimo de Bolsonaro no começo do ano com a intensificação do repúdio popular a sua política, como foi visto no carnaval, colocou em cheque as tentativas de saquear os direitos da população.

Já se discuti uma proposta de reforma da previdência mais amena, o que não agrada aos bancos e aos grandes monopólios. O próprio Paulo Guedes já anunciou que a reforma da previdência não será suficiente para satisfazer a sanha pelo lucro bilionário de seus patrões. O ministro golpistas apresentou como um plano B a proposta de desvinculação do orçamento da União, o que retiraria a obrigação do governo e garantir as percentagens mínimas de investimento do orçamento público nos setores sociais, como Saúde, Educação etc. Uma verdadeira política de massacre e rapina contra o povo, o qual perderia por completo o acesso aos serviços públicos, como saúde e educação.

A declaração de Guedes de que sairia do governo, caso a proposta não fosse aprovada, ocorreu durante a posse do novo presidente do Banco Central. O ministro golpista afirmou que a “reforma” seria necessária devido ao chamado rombo da previdência, e que no futuro faltaria dinheiro para pagar as aposentadorias caso o sistema atual se mantenha. Trata-se de um discurso farsesco, pois a previdência nos últimos anos foi superavitária, além do que os maiores devedores são justamente os grandes capitalistas e banqueiros. A própria Embaixada dos EUA, país querido de Paulo Guedes, Bolsonaro e todos os golpistas, deve R$ 138 milhões aos cofres da previdência social.

Como afirmamos anteriormente, a fala de Guedes evidencia o descontentamento do imperialismo com as dificuldades e as contradições impostas à sua política de devastação das condições de vida da população. Para derrotar de maneira consequente toda essa política é necessário colocar em marcha o movimento amplo que tenha como centro unificador a derrubada de todo o regime golpista. Mobilizar pelo “Fora Bolsonaro e todos os golpistas!”