Voto de cabresto: de 29 empresas acusadas de coação eleitoral a trabalhadores, 28 eram a favor de Bolsonaro

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Da redação – Em meio ao golpe de estado e à aniquilação da CLT, os empresários estão se sentindo à vontade para pressionar os seus funcionários a votarem no candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro.

O Ministério Público do Trabalho nunca tinha visto tantas denúncias de assédio eleitoral desde a promulgação da Constituição de 1988.

Foram mais 199 denúncias somente no primeiro turno das eleições, e por coincidência a maioria concentrada nos estados da região Sul do país, onde estão concentrados a maior parte dos fascistas.

Os empresários, ou poderíamos chamá-los também de guardas de campo de concentração, usam os mais diversos meios para coagir os trabalhadores, tais como supostas palestras com candidatos apoiadores de Bolsonaro, envio de e-mails, colocação de cartazes com ameaças, perseguição e demissão daqueles que sabidamente são esquerdistas, e muito mais.

O que chama mais ainda a atenção é o fato de que esses empresários estão agindo em conluio, ou seja, não é uma ação isolada de um empresário aqui ou ali, é uma ação coordenada provavelmente pelas associações empresariais dos estados, como FIEMG, FIESP, etc. Aliás, como já haviam feito durante a derrubada da presidente Dilma em 2016.

É preciso construir comitês de luta contra o golpe e de autodefesa nas fábricas e locais de trabalho, para que os trabalhadores não fiquem reféns da superexploração patronal.