Uma posição de classe
A tarefa do ativismo classista, vai muito além de chamar a votar 29-PCO, é preciso lutar e fazer crescer o PCO
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
2020.06.29-Ato-Fora-Bolsonaro-na-Av.-Paulista-1280x720
Antes, durante e depois das eleições: nas ruas pelo Fora Bolsonaro | Foto: Arquivo DCO

Estamos na reta  final da campanha eleitoral mais fraudulenta das últimas décadas, como este Jornal destacou desde antes do seu início.

Além das tradicionais e gigantescas manipulações do Partido da Imprensa Golpista (PIG), desde a “cobertura”(na realidade campanha) em favor dos candidatos golpistas até as “pesquisas” (verdadeiras peças de publicidade), as eleições municipais deste ano são as primeiras que ocorrem sobre a vigência da “reforma” eleitoral ultra reacionária, aprovada em 2017, logo após o golpe de Estado que derrubou a presidenta Dilma Rousseff (em 2016), com o claro intuito de manter o monopólio do poder político nas mãos dos tradicionais partidos da direita, amplamente repudiados pela população, que foram derrotados em cinco eleições nacionais consecutivas, sendo forçados na última delas a apoiarem a candidatura e o governo de improvido de Jair Bolsonaro, da extrema direita, para impedir uma nova vitória da esquerda.

Com tal “reforma”, e usando como pretexto a pandemia que eles não controlaram, impuseram uma eleição a toque de caixa, praticamente sem campanha, sem debates, com quase um terço dos partidos afastados do horário eleitoral (incluindo o PCO) e outro terço com tempos minúsculos, de segundos. Em várias cidades, como Recife, Macapá e  Fortaleza, foram proibidas atividades de rua, claramente para impedir a mobilização de setores da esquerda.

Nessas condições, as estimativas apontam que as principais máquinas políticas da burguesia (PSDB, DEM, MDB, PSD e seus satélites) devem conquistar cerca de 80% das capitais e uma larga maioria dos governos municipais, com o que buscam preparar uma nova etapa do golpe de Estado, com a retomada do poder político por este “centrão”” em 2022.

A campanha foi também marcada por um show de cinismo dessa direita que, diante da situação de verdadeiro genocídio e caos econômico e social no País (mais de 163 mil mortos, mais de 50% de desemprego, inflação crescente, recorde de fome etc.), se dedicou à política ilusória de prometer dias melhores, quando sabem que a situação tende a piorar para a maioria do povo e quando preparam novos ataques para logo depois das eleições (fim do auxílio emergencial, privatizações, “reforma” fiscal com novos impostos, “reforma” administrativa – com o fim da estabilidade dos servidores; maior pressão pela volta às aulas e muitos mais). Neste tenebroso espetáculo, os governantes genocidas e/ou seus candidatos prometem melhor a Saúde; os maiores inimigos do ensino público, prometem “melhorar a Educação”; os comandantes e defensores das chacinas executadas pela PM e outras forças de repressão (estatais e paraestatais), prometem “melhorar a segurança” etc.

A imensa maioria da esquerda burguesa e pequeno burguesa não só não denunciou este processo fraudulento, como tratou de “embelezá-lo”” apresentando as eleições como uma “festa da democracia”, um suposto terreno democrático de disputa etc. A burguesia estimulou essa posição ilusória dando algum destaque a candidatos da esquerda que pudessem ser usados para conter o crescimento eleitoral do principal adversário eleitoral e político da direita, o PT, maior partido da esquerda e, principalmente, o prestígio eleitoral do ex-presidente Lula, que eles continuaram a perseguir, sem tréguas, com medidas arbitrárias do judiciário golpista, como o impedimento de acesso a provas necessárias a sua defesa e novos indiciamentos.

Com este estímulo dados por seus aliados da frente ampla, setores reacionários, a esquerda como o PSOL, PCdoB, direita do PT, ajudaram a burguesia golpista na sua busca por dar legitimidade a mais este processo eleitoral fraudulento, tal como em 2018; desta feita embalados pela ilusória chance de vitória apontada pelas pesquisas (quando houve interesse de favorecer a direita), candidatos como Boulos, em São Paulo, passaram a repetir promessas como pagar auxílio emergencial para milhões de pessoas, “humanizar” as guardas fascistas(GCM`s), fazer os bancos pagarem suas dívidas etc. etc. 

Contra os ataques da direita e a política reacionária e capituladora da maioria da esquerda, o PCO fez da sua campanha uma tribuna de luta pelas reivindicações populares diante da crise, opostas e irreconciliáveis, com os interesses da burguesia; denunciou o processo fraudulento e colocou como eixos centrais – para superar a defensiva geral da esquerda e das direções do movimento operário – a defesa da unidade em torno da luta pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas, pela restituição dos direitos políticos de Lula e por sua candidatura presidencial, única capaz de unificar as organizações de luta dos explorados e tirar a esquerda da divisão e defensiva atuais.

Esta política vai além das eleições, representam uma perspectiva política real para os explorados diante da crise histórica do capitalismo, para o que é preciso – mais do que nunca – fortalecer o desenvolvimento em curso do PCO, principal embrião do partido operário, revolucionário e de massas, no Brasil.

A tarefa do ativismo classista, vai – portanto – muito além de chamar a votar 29-PCO, é preciso lutar e fazer crescer o PCO.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas