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Política de colaboração
Votação do estatuto da Cassi: direções sindicais compactuam com fraude
A capitulação da entidades dos trabalhadores auxilia no ataque do Banco do Brasil ao plano de saúde dos funcionários
Política de colaboração
Votação do estatuto da Cassi: direções sindicais compactuam com fraude
A capitulação da entidades dos trabalhadores auxilia no ataque do Banco do Brasil ao plano de saúde dos funcionários
Logo da Cassi.
Logo da Cassi.

Primeiro foi o repúdio dos funcionários do Banco do Brasil, por duas vezes, à tentativa da direção da empresa em mudar o estatuto da Caixa de Assistência dos Funcionários do BB (Cassi), mudança essa que é um ataque sem precedentes na história do banco, que visa liquidar com a Cassi através das propostas de quebra da solidariedade (todos contribuem para o fundo em benefício de todos, tanto da ativa quanto dos aposentados, que poderão ter um plano digno até a sua morte); um projeto de sustentabilidade financeira com projeções apenas até 2021; paridade contributiva entre associados e patrocinadora de 50%, ou seja, o banco que arca com 60% e o associado com 40% deixa de existir; com a quebra da solidariedade, não só obriga contribuição dos dependentes, mas estabelece que os novos funcionários assumam a contribuição patronal nas suas aposentadorias; e institui o voto de Minerva para a direção do banco, que será aplicado em vários casos.

Não foi por acaso que a grande maioria dos trabalhadores do BB rejeitaram a proposta da direção golpista do Banco do Brasil, pois sabem muito bem que a tal “mudança” no estatuto da Cassi é um gigantesco ataque que visa liquidar com o plano de saúde construído pelos trabalhadores.

Depois da proposta de mudança no estatuto ter sido derrotada por duas vezes, a direção do banco partiu para uma nova ofensiva reacionária de ameaças e terrorismo para com os seus funcionários, com vista a tentar numa nova consulta e realizar a mudança para concretizar o seu plano, de liquidação do plano para com isso pavimentar o caminho da privatização do banco (menos uma despesa).

Mesmo diante de tantas ameaças por parte do banco a categoria rejeitou, mais uma vez, a mudança quando o quórum de aprovação não foi atingido. O estatuto da Cassi é bem claro quando reza, em um dos seus artigos, que para que seja atingido o quórum de aprovação seja atingido no mínimo 2/3 dos votos sejam “sim”, não computados os votos em branco. 

A direção do banco, que é fruto de um golpe de Estado, no seu desespero para ter aprovado a sua proposta de mudança no estatuto da Cassi, aplicou, lógico, um golpe e passou por cima do estatuto que rege as eleição e deu como vencedora a sua mudança. 

Mas o que vem mais chamando a atenção é a posição capituladora das entidades representativas dos trabalhadores, que partiram para uma política dos mais fervorosos defensores da proposta dos banqueiros golpistas. Os “combativos” escudeiros da empresa chegaram ao cúmulo de anunciar que “os funcionários do BB não conseguiriam acordo melhor”, que a conjuntura política é adversa, etc. e tal, uma postura que deixa claro a total rendição diante de um governo, que é fruto de um golpe de Estado orquestrado pelos banqueiros, capitalistas e o imperialismo, que tem uma posição clara de privatização de todas as empresas estatais, dentre elas o Banco do Brasil, conforme declaração do seu próprio presidente através de declaração a favor da privatização do banco.

Tal posição acaba ocasionando um vazio político o que acaba ocasionando uma disputa pela empresa e por entidades pelegas como a Contec (ressuscitada por obra da política das direções sindicais), o que coloca em risco não apenas a luta pelo Plano de Saúde controlado pelos trabalhadores, mas a construção de uma ampla luta dos funcionários do BB à política de demissões, privatização, do aprofundamento do arrocho salarial, etc.

Para fazer frente a mais esse ataque, da direita golpista a frente do banco, ao plano de saúde de seus funcionários e a capitulação das direções, um beco sem saída para os trabalhadores, é fundamental que os trabalhadores procurem construir comitês de luta por local de trabalho, organismos esses capazes de discutir os problemas da categoria e que apontem a luta dos trabalhadores tendo como base a independência destes diante dos patrões e do governo; um programa que reflita as necessidades mais sentidas da categoria.