Sob pressão dos capitalistas
A volta do futebol não está condicionada a vontade da população em acompanhar seu time de coração, mas à ganância dos dirigentes e de toda a industria que existe em torno
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Imagem da equipe do Botafogo e da faixa de protesto contra a retomada do campeonato carioca 2020. | Foto: Reprodução

A prefeitura da capital e o governo do estado do Rio de Janeiro pretendem implementar a volta aos estádios nas finais do campeonato carioca a partir do dia 10 julho. A atitude beira à irresponsabilidade e brinca com a crueldade, mesmo com a restrição de ocupação de um terço dos lugares nos estádios.

No jogo entre Fluminense e Volta Redonda, que aconteceu no domingo (28) no estádio Nilton Santos, conhecido popularmente com Engenhão, três jogadores do Volta Redonda que estavam relacionados para o jogo contra o Fluminense neste domingo (28) testaram positivos para Covid-19. O exame foi feito na manhã do dia da partida. Os atletas foram afastados e não participaram da partida, mas antes de serem testados positivo estavam treinando com os jogadores do Volta Redonda, sendo assim, são assintomáticos e podem ter contaminados outros atletas  e funcionários do clube.

O governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel foi um dos primeiros governadores a anunciar as medidas de isolamento social, o que deu inicio a demagógica politica do “fica em casa”. Neste período ensaiaram desavenças com o Presidente Jair Bolsonaro, puro jogo de cena, que confundiu os mais desavisados.

Com o passar do tempo o tom da demagogia dos governadores foi diminuindo, para atender os interesses de quem de fato da às ordens, a burguesia, isto é, os capitalistas, essa manipulação politica do “Fica em casa” foi mais intensa entre os indivíduos de classe média de direita e esquerda, que aderiram e amplificaram a mentira do isolamento social.

No caso do futebol, que é cercado dos interesses capitalistas e de uma máfia de dirigentes, muito antes da situação de ´pandemia vinha sendo implementada um politica de afastar os torcedores das agora arenas, aumento de ingressos, horários de jogos incompatíveis com a  realidade dos trabalhadores e que atendem aos interesses comercias das emissoras de TV, canais de perpevil, sócio torcedor é uma enorme e sistemática campanha contra as torcidas organizadas, tudo isso para a privatização do futebol, ou seja, que no futuro o futebol o esporte mais popular e campeão do país, seja acessível para uma elite que tenha condições econômicas para comprar todo este combo.

O futebol não é um “serviço essencial”, e a sua volta é apenas para atender os interesses dos empresários dos clubes e não dos torcedores, nem dos jogadores, mas de toda a indústria em torno do futebol, concomitante, o mesmo acontece  com a famigerada abertura da economia que  é mais intensa no  período de pico da doença que já levou quase 60 mil brasileiros a morte na sua grande maioria da população pobre e trabalhadora, pois indivíduos como o fascista Wilson Witzel governador do RJ e o  prefeito Bruno Covas SP, que foram diagnosticados com a covid-19, tem meios e condições de ter  o melhor tratamento que a medicina pode oferecer, enquanto a população pobre está a sua própria sorte morrendo as centenas dos os dias.

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