Reabertura é genocídio
A direita faz pressão para o retorno do ensino presencial para sobreviver a crise. Sobre um programa completamente mentiroso de medidas de higiene, milhões correram risco de vida,
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Sala de aula lotada | Foto: Reprodução

A direita anseia desesperadamente para o retorno do ensino presencial. Com as escolas suspensas, a decadente economia capitalista sofre para sobreviver à crise financeira. Por outro lado, os golpistas buscam passar a impressão de que tudo está sob controle, para fortalecer a imagem “científica” e “civilizada” da direita genocida para as eleições. Como parte do projeto de reabertura econômica, a volta às aulas já tem data marcada em todo país, e por consequência as milhares de mortes também.

O principal argumento é uma grande farsa. Se trata de uma série de medidas utópicas que justificariam por em risco milhões de pessoas. O governo promete a ampla distribuição de álcool em gel, máscaras e de testes. Assim como garante que será mantido o isolamento social. No entanto é de conhecimento público que a maioria das escolas brasileiras não possui papel higiênico. As instituições mal suportam a quantidade de alunos em uma sala, muitas não possuem nem saneamento básico, mas é claro, quanto a pauta é para validar qualquer projeto de socorro aos bancos e as empresas mundiais, o mito de que o coronavírus está sendo combatido é levantado.

Não existe nenhuma política de combate a crise sanitária e a crise financeira por parte do governo de Bolsonaro e dos Golpistas. Não existe uma campanha de testagem em massa, um financiamento para pesquisas na saúde e a construção de novos hospitais, leitos e respiradores. A pandemia não tem perspectiva de melhora no Brasil. A própria Fiocruz, em conjunto com outros estudos, já prevê milhões de contaminados com o retorno das aulas: 9,3 milhões de idosos e adultos e mais de 15 milhões de crianças e jovens. 

Está em jogo o genocídio da juventude pobre do Brasil. Como também o de toda a comunidade escolar: estudantes, pais, professores e funcionários. O movimento estudantil precisa ser a vanguarda que barrará o programa bolsonarista, os estudantes são o setor mais progressista das escolas e universidades. Em contraposição a política capituladora da UNE e da UBES, a reabertura das escolas e o ensino à distância, o qual proíbe o acesso das periferias ao ensino e abre espaço para a volta às aulas, precisam ser combatidos até às últimas consequências.

A Aliança da Juventude Revolucionária defende uma grande mobilização para a suspensão do calendário letivo até que seja seguro, ou seja, até que haja vacinação garantida contra o COVID-19. Isso só será possível, com greves e manifestações organizadas por todas as categorias em torno do Fora Bolsonaro e Todos os Golpistas, verdadeiros responsáveis pelas 90 mil mortes confirmadas. Pela derrubada dos governos genocida! Volta às aulas só com vacina!

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