Você não vai ficar sabendo, mas PSDB é novamente acusado de receber propina

O carnaval passou. O bloco da propina tucana, no entanto, só agora começa a expor suas alegorias e adereços na avenida da corrupção. Esse desfile, contudo, você não irá ver na televisão. Mas a reportagem atenta do DCO não deixa passar nada sem o devido registro.

Em depoimentos prestados à Polícia Federal, ex-executivos da OAS e da Andrade Gutierrez afirmaram que pagaram propinas a autoridades de São Paulo e que os montantes teriam como destino final políticos do PSDB na campanha ao governo do Estado em 2006. segundo eles, tinham como destino final a campanha do PSDB ao governo do Estado em 2006. Os depoimentos foram prestados no âmbito do inquérito no Supremo Tribunal Federal que investiga o senador tucano golpista José Serra (PSDB-SP), que teve um dos seus processos arquivados pela também golpista Procuradora-Geral Raquel Dodge.

A farta distribuição de propina ao tucanato paulista jorrou e ainda vem jorrando da montanha de dinheiro destinado a maior obra viária do Estado, o Rodoanel, orçado em seu custo final em nada menos do que R$ 26 bilhões. Claro está que a propina vem abastecendo as campanhas  eleitorais tucanas no Estado há mais de uma década.

 Cinco empresas de ponta da engenharia nacional lideraram as obras do Rodoanel paulista. Em seus depoimentos, os ex-dirigentes admitiram pagamentos à campanha tucana como contrapartida pelos contratos. Um dos depoentes, ex-diretor da OAS afirmou que “empreiteiras fizeram um acordo em 2006 para o repasse de R$ 30 milhões ao ex-secretário de Transportes de São Paulo Dario Rais Lopes. Segundo ele, os recursos eram referentes a obras do Rodoanel e abasteceram o caixa 2 do PSDB”. “Lemos disse ainda que parte dos valores foi repassada em espécie para Mário Rodrigues Júnior, então Diretor de Engenharia da Dersa”. (Estadão online, 17/02).

A sofisticação fazia parte do esquema, pois as empreiteiras chegaram a constituir um “grupo de trabalho” que chegou a sugerir aspectos do edital de licitação do Rodoanel.  Os R$ 30 milhões seriam rateados proporcionalmente entre as empresas, conforme o valor de cada lote.

A capilaridade do esquema era grande, atingindo também o Metrô e até o Tribunal de Contas do Estado. No seu depoimento, o ex-executivo da Andrade Gutierrez afirmou que pagou propinas para ex-dirigentes do Metrô e um ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. O montante teria chegado a R$ 3,7 milhões a um ex-conselheiro do TCE para obter decisões favoráveis na regularização de contratos em linhas do Metrô.

Os números revelados da corrupção e do propinoduto paulista, no entanto, representam apenas um ínfimo percentual do que já foi parar nos cofres tucanos. Com toda a convicção, esses valores transformam em “pirulito” o triplex, o sítio de Atibaia e os pedalinhos atribuídos ao ex-presidente Lula e que o condenou a doze anos e um mês de prisão pelos juízes fascistas do TRF4.

A farsa da luta contra a corrupção no País, nada mais é do que a folha de parreira da burguesia e do imperialismo para encobrir a verdadeira intenção do regime golpista. O objetivo estratégico fundamental da direita e do imperialismo é anular a resistência das massas através da cassação da candidatura do ex-presidente Lula, que representa a reação ao golpe e a ofensiva dos exploradores contra as massas.