Vive la diversitè: Nike vai lucrar bilhões com a vitória francesa

Para muitos, pode parecer um resultado meio fortuito o resultado da Copa do Mundo de 2018, com a vitória da França. Para outros, como a Nike, uma vitória necessária, uma vitória, digamos, planejada.

As semifinais já indicavam a satisfação da Nike com a Copa. Três dos quatro times semifinalistas tinham equipamentos esportivos patrocinados pela Nike, empresa americana, ao contrário da Adidas, marca alemã, fabricante da bola desta Copa, que patrocinou a Bélgica.

Mbappé também é um garoto propaganda da Nike, também por isso tanta festa em torno do rapaz que foi comparado, sem qualquer base na realidade, a Pelé. Tirando a idade na Copa do Mundo, esse rapaz não apresenta um futebol nem próximo ao que Pelé jogou.

Foi a primeira vez que a Nike esteve de maneira soberana em uma final de Copa do Mundo, o que levou a empresa a divulgar, antes do resultado, os dois uniformes com uma estrela em cima do brasão de cada país.

Antes da final da Copa, a Nike já havia tido uma progressão de mais de 4% nas bolsas de especulação financeira. Depois da final, os números sequer foram divulgados. A empresa faturou e vai faturar bilhões com esse resultado.

Isso porque, apesar do Brasil ser patrocinado pela Nike, a vitória brasileira não reverteria os mesmos bilhões para a empresa. O povo brasileiro não tem condições de comprar camisas oficiais da Seleção, que custam centenas de reais. Quem acabaria tendo altos ganhos seria o comércio dos trabalhadores ambulantes. A Nike lucraria menos aqui do que, certamente, vai abocanhar com a vitória do medíocre futebol francês.