Vitória de Maduro põe em xeque os interesses norte-americanos na América Latina

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Com quase 6 milhões de votos já apurados nas eleições deste domingo (20), Nicolás Maduro consolida-se como grande líder latino-americano de resistência contra as ameaças imperialistas, e é reeleito, com ampla margem de vantagem sobre o segundo colocado, ao cargo de Presidente da Venezuela.

Mesmo com eleições pacíficas, a imprensa golpista nacional e internacional continua querendo desmerecer esta vitória incontestável, que põe em xeque as investidas norte-americanas no continente. Os jornais burgueses insistem na ideia de que Maduro seria um ditador, mesmo com amplo apoio popular, que se reflete nos quase 70% dos votos válidos que ele obteve. De acordo com a imprensa capitalista, o processo eleitoral teria sido fraudado, contestado, sofrido abstenções etc, mas o fato é que não há registros, nem fotográficos, nem em bancos de dados, de quaisquer incidentes de violência ou protestos populares que confirmassem as calúnias difundidas.

O episódio serve para mostrar que para o imperialismo, isto é, para os Estados Unidos, a União Europeia, o Canadá etc, as eleições só podem ser consideradas legítimas se seus prepostos submissos ganharem o pleito, forçando o povo a aceitar pacificamente as políticas destrutivas e de entrega do país ao capital estrangeiro. Caso contrário, caso o povo eleja líderes nacionalistas e que não se submetam aos interesses de outros países, as eleições serão tidas como fraudadas e o país correrá o risco até de ser invadido, sob o pretexto de “restabelecer a democracia”, “democracia” esta que só interessa à burguesia.

A burguesia, como se vê, tem como tática a imposição de seus anseios sobre o povo na base de calúnias e ameaças, nunca de forma verdadeiramente democrática.