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Antônio Carlos Silva

Antônio Carlos Silva

Sobre o Toninho

Militante do Partido da Causa Operária (PCO) desde as suas origens. Membro do Comitê Central do Partido, secretário Sindical e coordenador da Corrente Nacional Sindical Causa Operária.

Professor do Ensino Público do Estado de São Paulo, atua na oposição da Apeoesp.

Foi candidato a diversos cargos pelo PCO em eleições regionais e nacionais, levando a propaganda revolucionária às grandes massas.

Participa do conselho editorial do Jornal Causa Operária, do qual é colunista.

Apresenta os programas Resumo do Dia e Resumo da Semana, na Causa Operária TV. Também é âncora do programa Comando de Greve.

Genocidas

“Vitória” da direita golpista: Brasil tem mais de 230 mil mortos!

Um 2021, menos infeliz, só será possível se a classe operária e demais explorados se levantarem e levarem adiante uma grande batalha contra os responsáveis pelo genocídio e caos

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Levantamento da Vital Strategies —organização global composta por especialistas e pesquisadores com atuação junto a governos— divulgado, com muita discrição, sem alarde, pela imprensa golpista,  no dia de Natal, revela que os governos Bolsonaro, em conluio com os governos estaduais e a própria imprensa ocultaram quase 33 mil mortes no balanços que apresentaram ao longo de 2020 sobre a pandemia no País.

Assim, conforme divulgou a golpista e tucana Folha de S. Paulo,

“O Brasil já pode ter ultrapassado a marca de 220 mil mortes pelo novo coronavírus. Oficialmente, o país registrou nesta quinta-feira (24) 190 mil óbitos em decorrência da Covid-19.”

Segundo o levantamento, esses casos entraram nas estatísticas como SRAG (síndrome respiratória aguda grave) sem uma causa específica. No entanto,

“esses pacientes que foram a óbito tinham três ou mais sintomas clínicos de Covid. Com isso, mesmo que os testes dessem negativo, os casos deveriam ter sido diagnosticados como suspeitos, segundo protocolo da OMS (Organização Mundial da Saúde).”

Na calada da noite, uma “confissão” com conteúdo semelhante foi feita pela ex-ministro da Saúde do próprio governo Bolsonaro, o médico Nelson Teich, que postou em seu Twitter que

 

Genocidas e farsantes

 

Estas e outras conclusões confirmam o que repetimos ao longo de 2020:

  • que estamos diante de um crise premeditado contra o povo brasileiro, uma vez que nada se faz – de fato – para debelar a situação;
  • que os números divulgados são uma verdadeira fraude, resultado de um conluio entre as diferentes alas da burguesia, que disputam o comando do Estado, mas têm em comum a política de deixar morrer a população e “socorrer” os bancos e outros tubarões capitalistas e suas máfias políticas.

Observe-se que, nos últimos meses, tivemos de divulgação de dois balanços diários: o “oficial” feito pelo Ministério da Saúde e aquele divulgado pela consórcio dos maiores órgãos da imprensa capitalistas, o PIG (Partido da Imprensa Golpista), alegadamente, com base nos dados das Secretarias Estaduais de Saúde.

Aqui, ficou por demais evidente de que não há de fato, diferenças profundas entre a extrema direita bolsonarista e a direita golpista tradicional, que procura se apresentar como “oposição” a Bolsonaro e que se disfarça de “centro”, com amplo apoio da imprensa golpista.

 

O pior Natal de dois séculos

 

Por conta dessa política comum da direita – e da capitulação da esquerda frente à ela – estamos mortosvivendo o pior fim de ano dos séculos XX e XXI (até agora), com um um Natal marcado pelo aumento das restrições à circulação e à realização de confraternizações, pela ausência dos entes queridos de milhares de famílias e a mutilação de outros milhares de “recuperados”. Não fosse o suficiente, o sofrimento do povo pobre e trabalhador foi agravado pelo aumento da inflação, que impôs mesas mais vazias do que nos anos anteriores e presentes mais raros do que o de costume, além do desemprego e subemprego recordes – que atingem cerca da metade da classe trabalhadora – e o generalizado rebaixamento salarial. Diante disso, o ano novo não nos apresenta perspectivas promissoras.

Apenas para uma ínfima minoria a situação não retrocedeu. Em meio ao avanço da crise histórica do capitalismo, impulsionada pela pandemia, abutres capitalistas se aproveitaram da situação de sofrimento do povo, rebaixando salários, demitindo, cortando gastos públicos etc. Um punhado de banqueiros e bilionários tiraram proveito da crise, enquanto dezenas de milhões passam fome.

Sem deixar dúvidas sobre a  fraude e o estelionato eleitoral que garantiram a vitória da direita genocida na imensa maioria das cidades, agora, explodem os números de casos e óbitos pela pandemia, em meio a uma campanha mentirosa de que a “cura” estaria próxima com a vacina, que  ainda não está disponível para o povo brasileiro. Não se pode ter certeza da sua eficácia (é evidente que a pressa dos laboratórios e governos tem a ver com interesses econômicos e políticos de uma minoria), mas já há decisões sobre a “obrigatoriedade” de sua aplicação, quando tomar a vacina deve ser um direito e a obrigação deveria recair apenas sobre o Estado em fornecê-la, demonstrar sua eficácia e de realizar campanhas a favor do seu uso.

 

O pior está por vir

 

Mas o mais grave é que os dados sobre a situação estão indicando que o pior ainda está por vir.Outaspllavras.net

A divulgação do levantamento da Vital Strategies e a declaração do ex-ministro genocida, parecem apenas preparar uma parcela do País para uma situação em que – com certeza – vamos superar a marca de 200 mil mortos “oficiais” – logo no começo do ano – e  podemos ultrapassar, muito brevemente, os 300 mil mortos em números reais.

Nos meses que antecederam as eleições municipais, observamos que enquanto caiam as restrições a certas atividades comerciais, flexibilizavam-se as regras de isolamento social e, por consequência, crescia exponencialmente a circulação de pessoas em todas as cidades do país, iniciou-se uma ampla campanha cujo sentido era propagar a ideia falsa de que a pandemia havia entrado numa curva descendente e parecia estar próxima de ser controlada.

Muitos dos atuais prefeitos, candidatos à reeleição – e reeleitos – foram apresentados como modelos de combate à pandemia, mesmo com os números desastrosos (que ninguém destacava) que faziam, por exemplo, com que São Paulo e Rio de Janeiro estivesses entre as cidades com maior número de mortos e maior taxa de letalidade dentre todas as cidades do mundo. 

Ao mesmo tempo em que abriram as portas do comércio e forçaram a abertura das escolas, intensificaram a campanha enganosa de que tudo estava melhorando e prometiam a vacina para breve, e foram reduzindo os já quase inexistentes testes, arma fundamental no combate real à pandemia (que alcançaram pouco mais de 10% dos brasileiros, segundo o IBGE).

À esse quadro tenebroso e de enorme sofrimento para milhões de pessoas, soma-se a explosão do desemprego (que tende a acelerar anda mais no começo de 2021), o rebaixamento geral dos salários e dezenas de milhões de famintos de Norte a Sul do País.

Mesmo diante desse quadro e com recorde de desemprego, crescendo até mesmo no momento de maior movimentação anual da economia, rebaixamento geral dos salários e disparada do número de famintos, o governo ilegítimo de Bolsonaro e toda a direita unida, estabeleceram o fim do miserável auxílio emergencial em dezembro, o que pode matar de fome centenas de milhares ou milhões pessoas. Uma situação tão caótica e explosiva que levou a que órgãos do imperialismo como o FMI e a OCDE recomendassem que algum tipo de auxílio governamental fosse mantido no começo de 2021.

 

Por um 2021, menos infeliz, fora todos eles!

 

Assim, um 2021 menos infeliz, só será possível se a classe operária e demais explorados se levantarem e levarem adiante uma grande batalha contra os responsáveis pelo genocídio e por toda a situação de recesso que vivenciamos.

Isso coloca um enorme desafio para a esquerda classista, para todos os trabalhadores e suas Doria, Maia e parte do STF querem me derrubar, diz Bolsonaro- Viagoraorganizações: superar a reacionária política de capitulação e colaboração com os responsáveis pela morte, desemprego e a fome de milhões.

Apontar o caminho da organização e mobilização independente dos trabalhadores – que por certo virá – diante do massacre que se aproxima, tendo como eixo uma política que aponte para uma perspectiva real para os explorados: colocar para fora Bolsonaro e todos os golpistas e genocidas; garantir os direitos democráticos de Lula e de todo o povo brasileiro, defender a candidatura de Lula a presidente, como forma de mobilização por um governo dos trabalhadores, para expropriar a burguesia e salvar a vida do povo.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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