Vitória Bolivariana: reeleição mostra que o povo está com Maduro

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A Revolução Bolivariana venceu novamente os golpistas na Venezuela com a vitória eleitoral de Nicolás Maduro ontem (20). O processo eleitoral contou com 9,2 milhões de eleitores participantes, representando 45,99% dos cadernos eleitorais, onde Nicolás Maduro (Frente Amplia de la Patria) foi reeleito com esmagadores 5.823.728 milhões (67,7% dos votos), contra 1.820.552 votos de Henri Falcón (Avanzada Progresista), seguido por Javier Bertucci com 925.042 (Esperanza por el Cambio) e 34.614 para Reinaldo Quijada (Unidad Politica Popular 89). Vale ressaltar que as eleições venezuelanas não são obrigatórias, mas, mesmo assim, quase 50% do eleitorado foi às urnas em todas as eleições nos últimos anos. Lembramos também, que desta vez o processo ocorreu sem a participação desprezível dos candidatos da direita golpista e seus eleitores alienados da pequena-burguesia que nas anteriores atacaram manifestantes nas ruas para que não fossem votar.

 

Foto: @nicolasmaduro

Caracas Venezuela- 20 05 2018 -ELEIÇÕES -Sou e serei presidente de todos e cada um dos venezuelanos. Porque hoje não é apenas o triunfo da nossa opção, mas trata-se da vitória de todo o país, dos que participaram e de quem não. Dos que votaram por mim e de quem não. Dos que vivem nesta bela terra e daqueles que o fazem para além das nossas fronteiras. Saibam que todos contam comigo disse ontem a noite o presidente Nicolás Maduro . FOTO TWITTE

 

Através de um comunicado oficial, o governo se pronunciou sobre o sucesso nas urnas, traduzido nos 6,157,185 de votos válidos, como sendo “a atração mais forte dos últimos anos para a libertação de todos os povos da América” ​​e uma esmagadora amostra da vontade popular de preservar a paz, a unidade e a solidariedade contra os golpistas da burguesia nacional e internacional. Declarou ainda, que essa vitória contribui para fortalecer a democracia entre as instituições nacionais, limpando “as nuvens escuras que insistiam em obscurecer o futuro econômico”.

Porém, devemos deixar claro que não é novidade os coxinhas venezuelanos da oposição atacarem o processo democrático em nome da ditadura dos EUA, pois, além das diversas tentativas de golpes ao processo eleitoral por toda história do país, devidamente denunciados neste diário operário, nas últimas votações  – principalmente da nova Constituinte -, os cães fascistas da burguesia atacaram os locais de votação armados de bazucas e armas, atearam fogo em manifestantes vivos e transformaram as ruas de diversas cidades do país em uma verdadeira guerra armada. Agora, o líder golpista Fred Guevara, do partido Vontade Popular, que também faz parte da MUD (Mesa de la Unidad Democrática) articulado junto ao denominada ´´Grupo de Lima“, formado por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia (todos países onde o imperialismo deu golpes de estado ou manipulou as eleições, havendo confrontos nas ruas e a população denunciou em sua imprensa de esquerda), decidiram sair das eleições frente às pressões populares contra a direita e a firmeza de Maduro na denúncia de suas arbitrariedades.

Em alinhamento ao atual governo, países como Cuba, Rússia e a importante Comissão Dominicana de Solidariedade com a Revolução Bolivariana, criada em 2014, demonstraram sua solidariedade ao país. A Comissão declarou que a vitória de Nicolas Maduro nas eleições presidenciais de domingo, 20 de maio, representa uma “vitória para a América Latina e os povos do Caribe em luta”, fortalecendo ainda mais as Instituições interamericanas.

A Revolução Bolivariana segue nas mãos do povo, demonstrando que há de fato uma democracia popular no país em que o imperialismo diz haver uma ditadura feroz e coloca seus guardas para caluniar o governo, sabotar a economia e agora articula outro golpe armado nas fronteiras do país. Nestes últimos dois anos, as votações demonstraram ainda maior apoio popular, quando Maduro derrotou a direita com 7,5 milhões de votos e apoiado nesses números começou a treinar milhões de trabalhadores nas milícias populares junto ao exército para defender seu país e seu governo eleito.