Vitória acachapante da chapa cutista sobre a esquerda coxinha no Sindicato dos Bancários de Brasília

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No último dia 18 de maio, encerrou-se a apuração da eleição para o Sindicato dos Bancários de Brasília com a vitória, expressiva, da chapa cutista, encabeçada por Kleytton Morais.

Mais de oito mil trabalhadores bancários compareceram para votar nesta eleição.

A atual diretoria do sindicato, unificada no campo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), representada pela chapa 1, obteve 66% dos votos, diante dos 34% dos votos da chapa 2 (Intersindical/Psol/PSTU/e seus satélites), que não tenhamos dúvidas, foi apoiada por um setor amplo de direitistas dos banqueiros que tentam a muito tempo e a todo o custo derrotar a verdadeira central sindical do país e a maior da América Latina, na tentativa de pavimentar o caminho daqueles que defendem a privatização dos bancos públicos, apoia a “reforma” da previdência e trabalhista, ataque à educação, etc. como parte da política reacionária de enfraquecer as organizações dos trabalhadores, no caso, o terceiro maior sindicato em representatividade na categoria dos bancários nacionalmente.

Nestas condições, a vitória da chapa 1, por mais que se possa apontar erros na condução das lutas na categoria representa um posicionamento a favor da luta contra o golpe e sistematicamente vem sendo alvo da direita golpista de ataques às organizações dos trabalhadores.

Os 34% da chapa 2 é o reflexo do fracasso da política direitista que esse setor leva na categoria dos bancários com a política “ultraesquerdista” da direita. É a rejeição dos trabalhadores bancários à política de divisão da categoria entre bancos públicos e privados nas mesas de negociações e de aliança com a direita golpista como a Força Sindical. Recentemente, essa mesma “oposição”, realizou um ato conjunto no dia 1º de maio, dia do Trabalhador, com a Força Sindical comandada pelo golpistas, Paulinho da Força.

O resultado da chapa 2 não deixa dúvidas; esse setor teve o apoio da direita dentro dos bancos, de chefes e gerentes, e o resultado reflete a rejeição da categoria daqueles que apoiaram e apoiam o golpe de Estado, a perseguição e todas as arbitrariedades contra o ex-presidente Lula e o PT, inclusive chegaram ao ponto de defender abertamente a prisão do Lula, e, na atual situação quando milhões de pessoas saem às ruas pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas, Liberdade para Lula, eles são contra.

Nessa eleição, os bancários de Brasília tiveram clareza do momento de golpe pelo qual passa o País e que os trabalhadores estão diante de uma política que tem como fundamento a liquidação dos direitos e conquistas da classe trabalhadora e suas organizações.