Vítimas de violência, mulheres têm risco 8 vezes maior de morrer

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Pesquisadores da Universidade de São Paulo, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade de Toronto, do Ministério da Saúde, desenvolveram um pesquisa que mostra que mulheres vítimas de violência, possuem 8 vezes maior risco de morrer.

Somente entre 2011 e 2013, foram computadas 2.036 mortes de mulher vítimas de violência física, sexual, de repetição ou autoprovocada. Entre 2014 e 2016, o número aumentou exponencialmente  para 5.118 mortes, ou seja, temos uma média de 100 mortes semanais de mulheres vítimas de violência e, segundo o mesmo estudo, esses números só vêm aumentando de lá pra cá.

Conforme o país vem entrando em colapso social, as mulheres trabalhadoras são sempre as mais vulneráveis, pois são vista por muitos como inferiores, imagem essa que é criada capitalismo, que ao mesmo tempo que se utiliza desse tema para fazer campanhas contra a violência contra a mulher, recrudesce a exclusão da mulher em diversos setores como mercado de trabalho, da vida política, com condições de trabalho rebaixadas etc.

Dos 10 aos 19 anos, segundo o estudo, é a faixa etária onde o risco de morte mais aumentou, mostrando como desde cedo as meninas são violentadas de diversas formas. O Estado reacionário e conservador cria homens ensinando desde cedo que mulheres tem que ser isso ou aquilo, propositalmente, afinal, precisam de quem faça esse papel de repressão dentro das casas.

A violência contra a mulher sempre existiu e só foi piorada dentro de um sistema econômico que vive à base de exploração das mulheres, pois enquanto nos ocupamos em discutir a violência da mulher como se fosse um problema individual dos homens que praticam esse crime, como se elas morressem por serem mulheres ou em criar mais leis para encarcerar mais gente pobre, nos esquecemos que o Estado burguês, que os golpistas que estão no poder, por mais que saibam desses números, nunca poderão fazer nada – e nem querem-, pois é assim que eles se sustentam, é uma característica inerente ao capitalismo. Por isso, precisamos lutar pela derrubada desse sistema de exploração da classe trabalhadora e das mulheres.