Vítimas de incêndio continuam desamparadas em barracas na Praça do Paissandu

Desabrigados-de-prédio-que-desabou-ficam-na-rua-e-reclamam-por-moradia

Da redação – Após dois meses do incêndio e do desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, na região central da capital paulista, em que sete pessoas morreram e várias ficaram feridas, antigos moradores permanecem acampados na Praça do Paissandu, ao lado do acidente, e relatam que sofrem constantes ameaças de expulsão por parte da gestão do prefeito Bruno Covas, do PSDB, sem que lhes sejam garantido nada em troca.

Muitos encontram dificuldades de comprovar a moradia anterior devido à perda de documentos no acidente e, por essa razão, não conseguem receber o auxílio moradia no valor de R$ 400,00, sendo considerados pela Prefeitura como moradores de rua para todos os fins; outros são acusados de estarem usando drogas, o que não foi comprovado; outros temem as ações de limpeza por parte da Prefeitura por receio de verem desmontadas suas barracas e os agentes públicos resolverem expulsá-los do local; os banheiros químicos foram instalados depois de pedidos da Defensoria Pública à Justiça, mas não estão sendo higienizados há semanas. Eles ainda temem eventuais ações violentas da polícia também no intuito de expulsá-los dali.

A Prefeitura, no entanto, já avisou que nos próximos dias serão retirados tanto os banheiros quanto as grades de ferro que delimitam o espaço das barracas, com vistas a forçar a saída dos sem-teto da praça.