Vítimas das chuvas em SP em março não conseguem sacar FGTS prometido por Covas

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No mês de março, enchentes atingiram várias áreas da capital paulista, deixando pessoas sem condições de viverem nas áreas afetadas. A água invadiu as casas, o que ocasionou a perda de diversos artigos, como móveis e eletrodomésticos nas regiões do Ipiranga, Vila Carioca, Vila Prudente e São Miguel Paulista.

O prefeito tucano, Bruno Covas, garantiu, ainda em março, que pessoas vítimas das enchentes poderiam sacar parte do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), que vale lembrar, pertence aos trabalhadores, para conseguir se restabelecer após a tragédia. Entretanto, a prefeitura não cumpre com o prometido e a população no momento depende de doações para que possa sobreviver enquanto aguarda.

Moradores das regiões (e empresários também) necessitam de um laudo da defesa civil para conseguir o “benefício” perante a Caixa Econômica Federal. Entretanto, os poucos que conseguem superar os vários trâmites burocráticos se deparam com a falta de organização e, em via de regra, quando chegam ao banco ainda não há cadastro da residência feito pela prefeitura. A própria CEF reclama ainda que o mapeamento feito pela prefeitura está incompleto, o que impossibilita a liberação do pagamento, tendo em vista que a base de dados não está consolidada.

Apesar da demagogia que o atual prefeito de São Paulo, Bruno Covas, faz com um dinheiro que nem é da prefeitura (o FGTS), é da própria população trabalhadora, precisamos ter claro que a má administração e o descaso do PSDB, desde a gestão Dória, são os principais motivos das enchentes.

A população vem sendo enganada pelo discurso de solidariedade da gestão que esquece propositalmente de mencionar que as verbas destinadas à prevenção de enchentes (verba do município e do estado para drenagem era de R$5,3 bilhões para três anos) não foi utilizada, na verdade o gasto em três anos – os três mesmos anos em que o PSDB está na administração de São Paulo – foi de apenas 41% deste valor. Se o dinheiro direcionado ao problema tivesse sido utilizado para a solução ou amenização do mesmo, muito provavelmente a população não teria que estar agora implorando pelo direito a reconstruir sua vida perante a prefeitura e o banco, com seu próprio dinheiro, claro.