“Visão do inferno”: Igreja católica ataca celebração de lei pró-aborto em Nova Iorque

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No que tange aos direitos das mulheres, a criminalização do aborto é um ataque brutal a vida de todas elas, impedindo-as de decidir o que é mais conveniente sobre seus corpos e vidas. Apesar de parecer algo óbvio, os setores mais reacionários da sociedade seguem reforçando a opressão constante as mulheres, em todo mundo.
Assim pode ser percebido no Estado de Nova Iorque, quando senadores comemoraram a legalização total do aborto na região. A conquista das mulheres foi brutalmente condenada por membros da Igreja Católica. Em 25 de janeiro o bispo de Tyler, Dom Joseph Strickland, se pronunciou a respeito, afirmando que as comemorações são uma verdadeira “visão do inferno” e que todos deveriam se opor a este “holocausto de todas as formas possíveis”.

Declarações como estas reforçam a verdadeira política da Igreja Católica: demagógica e de ataque as mulheres. Gestantes morrem, diariamente, em todo o mundo, ao realizarem procedimentos abortivos clandestinos, sem nenhum amparo legal e do Estado. A possibilidade da pratica ser efetuada de forma legal, segura e gratuita é uma conquista importante.
Nos últimos tempos, pode ser visto diversas declarações do Papa Francisco, sobre direitos das mulheres, por exemplo. Não se pode deixar enganar. Essas falas não passam de demagogia, fingindo que a Igreja possui um ar progressista. É uma instituição retrógrada e de repressão as mulheres, que reforça a condição de escravização social delas, as impondo uma relação de inferioridade e submissão.

Segundo o governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, a legalização do aborto é uma Vitória histórica. Os senadores do Estado aprovaram, em 22 de janeiro deste ano, a legalização total do aborto, podendo a mulher efetuar a prática durante toda a gestação. Estão habilitados para a realização profissionais da área da medicina e enfermagem.
A legalização irrestrita do aborto é um avanço nos direitos das mulheres. No Brasil a prática é proibida, a exceção de casos referentes a má formação fetal, risco de vida a mãe ou estupro. Todavia, com o aprofundamento do golpe, aumentam os retrocessos e ataques a classe trabalhadora. A lei que tange à prática deve ser revista no país, punindo, de forma ainda mais severa, aquelas que optam pelo aborto. São necessárias amplas mobilizações populares para derrubar a direita e suas políticas de repressão as trabalhadoras.