Genocídio
Governo Bolsonaro tirou 1.334 vezes mais vidas que o regime cubano e 189 vezes mais que o regime venezuelano
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pandemia
Mais uma vítima da pandemia | Foto: Ricardo Moraes/Reuters

O ano de 2020 certamente será lembrado, por muitos anos, como um dos mais macabros da história da classe operária brasileira. Segundo os dados oficiais, 194 mil pessoas perderam a vida por causa da pandemia de coronavírus. E não se trata de uma praga divina: o número é 1.334 vezes maior que o de óbitos contabilizados em Cuba, 189 vezes maior que as estatísticas venezuelanas e até mesmo 42 vezes maior que o país mais populoso do planeta! A Coreia do Norte, por sua vez, não registrou um único caso da doença, quando o governo Bolsonaro já reconheceu mais de 7,5 milhões de infectados.

As mortes por coronavírus são, portanto, uma consequência direta da política da direita. Isto é, do criminoso e genocida governo Bolsonaro, que, desde o início da pandemia, vem fazendo campanha contra o isolamento social, e da igualmente genocida e assassina direita nacional, representada por João Doria (PSDB), Rodrigo Maia (DEM) e tantos outros, que cruzaram os braços e assistiram o povo morrer sem construir um único hospital no País. Mais de seis meses depois do início da pandemia, a direita se mostrou incapaz de testar em massa a população.

Sem testar o povo, não há como se pensar em um combate sério à pandemia. Além de tudo, a ausência de testes coloca mais um problema: é impossível para o Estado saber, de fato, quantas pessoas foram infectadas. Recentemente, a Rússia revisou seus dados e descobriu que o número de mortos pela COVID-19 era três vezes maior do que estava divulgando — de 55 mil passou para 186 mil! Do mesmo modo, pode-se concluir tranquilamente que o Brasil já ultrapassou a marca dos 200 mil mortos — apenas não oficialmente. É possível, inclusive, que já tenha chegado aos 400 mil ou até mesmo aos 500 mil, se levado em consideração a descoberta na Rússia.

Até outubro de 2020, 1.197.523 pessoas haviam falecido no Brasil. Esse índice é maior do que o registrado ao longo dos 12 meses de 2019: 1.059.059. Se considerarmos que em outubro o País já contava com 160 mil óbitos por coronavírus, então 13% de todas as mortes no ano teriam ocorrido por causa da pandemia. Se os índices de subnotificação — ou de fraude, no caso brasileiro — forem os mesmos do da Rússia, então nada menos que 39% das mortes teriam sido causadas pela COVID-19.

O coronavírus já se espalhou completamente pelo País. No início de dezembro, Cedro do Abaeté, na Região Central de Minas Gerais, deixou de ser a única cidade brasileira sem ocorrência da doença. Agora, pode-se dizer, inclusive oficialmente, que não há uma única cidade onde o vírus não esteja em circulação.

Outro dado que chama bastante a atenção é que, entre o dia 30 e o dia 31 de dezembro, o Brasil teria registrado mais de mil novas mortes pelo coronavírus. O índice é altíssimo — é basicamente o que a Venezuela já teve durante todo o período da pandemia. Mas, mais do que isso, é o mesmo índice que o País tinha durante os meses em que se dizia que a epidemia brasileira estaria em seu “pico”.

Diante da situação, fica a dúvida: estaria a burguesia omitindo as mortes da pandemia por causa do período eleitoral ou o País simplesmente acabou de ingressar em uma segunda onda da doença? Embora não seja possível responder a essa pergunta com precisão, uma coisa é certa: a doença segue absolutamente fora de controle.

Apesar das milhares e milhares de mortes, a burguesia não encontrou uma resistência organizada. Afinal, a política da esquerda pequeno-burguesa foi a de se adaptar ao regime e a de defender a política da direita nacional. Nesse cenário, os golpistas encontraram condições para implementar uma acelerada reabertura da economia. Tanto é assim que o governador de São Paulo, o fascista João Doria, chegou a anunciar a volta às aulas independentemente de haver alta no número de casos ou não.

Para tornar a reabertura da economia mais aceitável — afinal, sem isso, os capitalistas podem ir rapidamente à falência —, a direita tem prometido, ao longo do último mês, uma vacina para o coronavírus. Não se sabe, contudo, a eficiência das vacinas que já foram desenvolvidas. E, no caso do brasil, onde o orçamento inteiro do Estado está sendo sugado pelos bancos, um plano de vacinação da população inteira seria bastante complexo. A vacinação obrigatória, além de servir de pretexto para mais repressão contra o povo, poderá casar um dano seríssimo a toda a população, visto que não há controle popular algum sobre a vacina. Querem usar o povo pobre de cobaia!

Neste momento, o combate à pandemia segue dependendo fundamentalmente da mobilização dos trabalhadores e de todos os explorados contra os seus algozes. Enquanto a iniciativa para conter a pandemia estiver nas mãos da direita nacional, não haverá qualquer avanço: prevalecerão os interesses escusos dos bancos e da indústria farmacêutica. É preciso, portanto, organizar os trabalhadores em conselhos populares em seus bairros para reivindicar um programa efetivo de combate à doença: testes em massa, distribuição de medicamentos e materiais de higiene, redução da jornada de trabalho, auxílio emergencial com valor aumentado, fim dos despejos e cortes de energia e um controle popular sobre a vacinação.

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