Villas Bôas deveria parar de dar pitaco na política e lembrar que é funcionário de Temer

Nos últimos meses os militares, a alta cúpula do exército, mais especificamente, têm, de maneira constante, dado palpites sobre a situação política no País. Desde que o general Hamilton Mourão foi até a uma loja maçônica defender a intervenção militar, os chefes do exército passaram a se sentir cada vez mais à vontade para opinarem sobre o que acham e o que pensam em relação à situação política nacional. As opiniões é claro apenas evidenciaram o caráter golpista das forças armadas no atual cenário político.

Após Mourão, o comandante do exército, general Villas Boas, passou a opinar sobre a política nacional. Em tons de ameaça contra todo o povo, Villas Boas, tido por muitos como moderado, disse que o exército pode intervir no país caso haja uma situação de “caos”, e as outras instituições não consigam controlar o crescimento da revolta popular. Mais recentemente, com a proximidade do julgamento de segunda instância do ex-presidente Lula em Porto Alegre, o exército passou a atacar a principal liderança popular do país.

Em uma matéria divulgada na última semana, os militares reproduzem a visão do imperialismo de que a prisão de Lula seria algo positivo para os bilionários especuladores financeiros internacionais. O exército não só se tornou um porta -voz dos golpistas, como passou a agir na prática contra as organizações populares que estão organizando o ato em Porto Alegre. Outra denuncia expôs que as forças armadas estão monitorando 87 organizações da Frente Brasil Popular.

Enquanto isso, os principais chefes militares, como Villas Boas, continuam e, cada vez mais e mais à vontade, opinando sobre a política brasileira, sempre em tons de ameaça, referindo-se ao caos das instituições, à falta de estabilidade política no país e sobre a possibilidade de intervenção.

É preciso deixar claro, primeiramente, que, de acordo com a lei, os militares não podem se posicionar politicamente, ou seja, dar declarações sobre o que ocorre na política do país. Villas Boas, que a cada dia se trona mais um do porta-vozes da direita golpista, como qualquer outro colunista do Estado de São Paulo e da Veja, não passa de um mero funcionário de Temer, um capacho dos golpistas que ele mesmo e seus colegas de farda ajudaram a colocar no poder.

Se hoje o país caminha para um caos foi por causa do golpe de Estado contra a presidenta Dilma. Um golpe apoiado integralmente pelos militares, que não fizeram nada, muito pelo contrário, deram todo respaldo para a ação dos golpistas. Villas Boas, que hoje aparece preocupado com os destinos do país, é, na realidade, um golpista como todos os outros. Foi cúmplice do golpe e agora posa de defensor da pátria

É necessário desmascarar essa farsa, esse cinismo dos chefes militares. São golpistas, seguem ordens de fora do país, do imperialismo, e agora se preparam para impor, mais uma vez, um regime de força extremamente brutal e repressivo contra todo o povo brasileiro. É preciso denunciar as manobras dos generais golpistas e chamar o povo, a classe trabalhadora, todos os setores democráticos a se organizarem nos comitês de luta contra o golpe e a lutarem contra mais essa ofensiva golpista, o golpe militar.