Villas Bôas ameaça com golpe novamente e agradece deputados golpistas

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Em cerimônia comemorando o Dia do Exército, ocorrida em Brasília na última quinta-feira, 19, o comandante da Força, general Eduardo Villas Bôas voltou a ameaçar o povo brasileiro com um golpe militr.

Em seu discurso, Villas-Bôas voltou a reafirmar os pilares da “santíssima trindade” do golpe em curso no país: “violência, banalização da corrupção e impunidade”. Para um público recheado de golpistas, em sua esmagadora maioria ligado ao setor mais pró-imperialista do golpe, o general apresentou a cartilha militar do que deve ser entendido como “a democracia para o Brasil”.

“Não é possível ficar indiferente aos mais de 60 mil homicídios por ano no país, à banalização da corrupção, à impunidade, à insegurança ligada ao crescimento do crime organizado e à ideologização dos problemas nacionais”, disse.

Traduzindo: com base nos pretextos da “corrupção e da violência”, o regime político atual deve solucionar o impasse do golpe representado pela “questão Lula” e impor uma derrota definitiva à esquerda. Caso isso não aconteça, caberão a eles, os militares, resolverem o problema.

“São essas as reais ameaças a nossa democracia e contra as quais precisamos nos unir efetivamente para que não retardem o desenvolvimento e prejudiquem a estabilidade. O momento requer equilíbrio, conciliação, respeito, ponderação e muito trabalho”, completou o comandante do Exército.

Em um outro momento de seu discurso, o general explicitou o que o Exército espera dos golpistas vencida a etapa de liquidação da resistência popular crescente ao golpe: um candidato à presidente nas eleições de outubro, que seja capaz efetivamente de impor a política de destruição nacional aos moldes do desejado pelo imperialismo norte-americano e ao capital nacional a ele associado, levando o golpe às últimas consequências.

As eleições sem Lula, sob controle absoluto do Estado de exceção, com uma esquerda dócil, capaz de referendar toda a farsa para um novo regime político, abrirá caminho “à população definir de forma livre, legítima, transparente e incontestável a vontade nacional. Definido o resultado da disputa, unamo-nos como nação”.

Dado o recado, Villas-Bôas encerrou a cerimônia golpista com a farra das distribuição da Ordem do Mérito Militar e a Medalha Exército Brasileiro, para excrescências da política nacional como os ministros do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes, os senadores Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Armando Monteiro (PTB-PE) e os deputados Nelson Meurer (PP-PR) e Domingos Aguiar (PSD-CE).