Vídeo: “O que é o fascismo: Alemanha, ascensão do nazismo”, assista a aula nº 5 da 38ª Universidade de Férias e venha participar

hitler

Da redação – A 38ª Universidade de Férias do PCO em julho de 2016, tratou do tema, “Trotski, vida e obra: fascismo e frentes populares”. Na aula número 5, o companheiro Rui Costa Pimenta, apresenta os fatos que levaram à ascensão do nazismo alemão, no ano de 1929 frente da Bolsa de Valores dos EUA.

A burguesia mundial coloca em marcha uma “contra-revolução preventiva”, termo utilizado pelos próprios fascistas italianos – não pelos marxistas -, diante da crise econômica do sistema, se antecipando na análise que este  terrível acontecimento levaria a levantes revolucionários em diversos países. Quando a burguesia sente que pode perder o controle da situação, ela utiliza de seu controle econômico, social, para antecipar os movimentos, financiando a ascensão da extrema-direita como arma contra os partidos operários e as massas.

“A situação fica muito clara quando na eleição de 1931, o nazismo passa de 5% para 17% dos votos, um crescimento de mais de 300%. Uma coisa importância pra gente entender é o seguinte: ao mesmo tempo, o Partido Comunista Alemão também começa a crescer. Nós temos aquele dinamismo que os partidos de centro começam a se esvaziar eleitoralmente e os extremos começam a crescer. Naquele momento os partidos de centro eram o Partido Social Democrata, o Partido de Centro e o Partido Democrático, e esses começam a perder terreno para os partidos extremistas. Nós temos esse desenvolvimento e o mais importante de tudo é que, o nazismo começa a crescer, mas na eleição de 1933, ele começa a cair, enquanto que o partido comunista cresce em uma velocidade inferior, mas continua crescendo. Trotsky que analisou de perto a situação disse: é óbvio que o partido comunista esta crescendo, ao mesmo tempo que o nazismo esta se afirmando, mas o problema chave é que o crescimento dos comunistas era muito lento para chegar nos nazistas, e antes que isso pudesse acontecer, o presidente da República de Hindenburgo, chama Hitler para ser Primeiro Ministro e dai começa o regime nazista. Não teve golpe, não teve nada, simplesmente foram realizadas eleições, o presidente tinha que chamar alguém para tomar posse no ministério, chamou o Hitler e criou uma coligação de partidos que colocou os nazistas no poder. Tudo na maior normalidade”.

Essa fala de Rui Costa Pimenta mostra alguns pontos importantes da luta de classe: primeiramente, acaba com a falácia dos direitistas de que o nazismo e socialismo são a mesma coisa, já que, como visto na Alemanha, Hitler massacrou os socialistas e comunistas, financiado pela burguesia nacional e internacional – como Henry Ford -, que frente a crise capitalista, cria essa extrema-direita exatamente para conter a revolução; segundo, demonstra como a social democracia comete o erro de não combater a burguesia, convivendo como se os interesses das classes não se contrapusessem completamente, e, a partir das experiências históricas, vemos que alas da esquerda combatem até mesmos os revolucionários – como o PSTU no Brasil – enquanto a burguesia arma os fascistas para massacrar os trabalhadores no final das contas; e terceiro, que a tal democracia defendida pelos esquerdistas em abstrato, a democracia burguesa, na Alemanha colocou os nazistas no poder seguindo os ritos constitucionais.

Segue o vídeo completo para a compreensão do período de 1929 até 1933, quando Hitler sobe ao poder e os desdobramentos da crise:

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