VÍDEO: “não tinha água”, diz aluna da UFRJ que estava no Museu Nacional no momento do incêndio

museu1

Da redação – Neste domingo (2), enquanto o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, pegava fogo, os funcionários denunciavam do lado de fora que os golpistas estão fazendo isso com todo o país. O depoimento de uma estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica toda situação do incêndio no museu, na chegada dos funcionários, alunos da universidade que tinham saído há pouco do local, escancarando todo o tratamento de destruição que o golpe trouxe para o país, contra a classe trabalhadora, e agora, contra a cultura e a arte.

Foram mais 80 homens dos bombeiros, de 12 quartéis, lutando contra a destruição das 19h30 às 2h da madrugada, quando o incêndio foi controlado.

Segue o vídeo e a transcrição de um trecho da denuncia:

Quando chegamos e uma parte do Museu estava tomada pelo fogo, nós de pronto, fomos procurar os bombeiros para dizer quais eram os pontos mais perigosos. E o que deixou todo mundo de boca aberta: não tinha água. Mesmo tendo um lago aqui dentro da Quinta da Boa Vista, não tinha preparo dos bombeiros pra retirar água do lago, tem um helicóptero sobrevoando desde que o fogo começou, mas não para jogar água sobre o prédio.

Então a gente viu a universidade sendo destruída, a educação e a cultura sendo destruída. Por que infelizmente, enquanto a gente tirava as espécies do formol da última sala para levar para algum abrigo, enquanto a gente tirava o que era possível tirar com as nossas mão, todo o prédio era tomado pelo fogo por que não tinha água.

Acho que vocês perceberam que chegou agora um caminhão pipa da CEDAE, que está pra ser privatizada no estado do Rio de Janeiro, chegou agora depois de horas depois do fogo tomando conta do prédio. A mesma coisa com o primeiro caminhão pipa dos bombeiros, chegou só após uma parte ser consumida e começava a cair. A gente viu esse prédio ser tomado pelas chamas, sem precisar ser tomado pelas chamas como foi

O cenário é bárbaro. É uma tragédia, é uma violência contra todos nós. Nós perdemos tudo.