Sem mobilização, nada muda
Alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã da última sexta-feira (28), o governador em exercício, Cláudio Castro, assume a vaga de Witzel.
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Witzel, adversário político de Bolsonaro. | Foto: Reprodução

Alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã da última sexta-feira (28), o governador em exercício, Cláudio Castro, assume a vaga de Witzel.

Primeiramente, é preciso defender sempre no que diz respeito aos direitos democráticos da população a necessidade de ter uma política de princípios e não se deixar levar pelo imediatismo do partidarismo, como ”eu gosto desse cidadão, tudo que ele fizer está bom. não gosto daquele, tudo que fizerem com ele está bom também.”

Wilson Witzel, adversário político de Bolsonaro

Witzel é uma figura hedionda, um fascista como Bolsonaro, autor de uma política extremamente repressiva no Rio de Janeiro. Não se pode duvidar que ele esteja metido em corrupção, mas ao mesmo tempo é evidente que o que temos aqui não é exatamente um problema jurídico, exatamente como aconteceu no golpe de estado de 2016, como aconteceu com Lula, no estilo lava-jato, etc. O que temos aqui é um problema político.

Para levar adiante esta política passaram por cima de todo tipo de formalidade. O homem (Witzel) supostamente foi eleito para governador, pelo voto. É claro que quanto a estas últimas eleições muito coisa há de ser esclarecida no futuro, mas enfim ele foi eleito pelo voto, e aí um único juiz destitui o governador. E nós sabemos que isso foi feito no interesse do atual presidente ilegítimo da república, Jair Bolsonaro.

Tudo isso, olhando do ponto de vista técnico, já deveria chamar a atenção de todo mundo. Além disso, é preciso destacar que há uma grave deterioração do regime político no país. Estes acontecimentos, este sendo um acontecimento importantíssimo, de primeiro plano, eles evidenciam e fazem avançar na prática esta decomposição do regime político. Quer dizer, nós temos um regime político em que você simplesmente de acordo com as conveniências políticas faz aí uma operação e tira um governador do estado.

A decomposição do regime político

Quando este Diário diz que estamos em uma ditadura, tem que se levar em consideração isso. Não há lei. O judiciário está lotado de elementos de direita. E logicamente a situação de completa dissolução de qualquer estado de direto vai se impondo. Então ao invés da noticia do afastamento de Witzel ser algo positivo, pelo contrário, é um acontecimento extremamente negativo.

Nesse sentido, a manutenção do vice também bolsonarista Cláudio Caustro não é nenhuma vitória popular, muito pelo contrário. Por último vale acentuar que não existe esse negócio de luta contra a corrupção. A corrupção domina o regime político brasileiro. Veja o exemplo da família Bolsonaro, só que em alguns casos a coisa vai e termina de determinado resultado, e ainda por cima neste caso, com meios claramente ilegais.

No caso de lutar contra Bolsonaro, nada acontece. Também podemos destacar o caso da deputada evangélica bolsonarista Flordelis que está se fazendo valer da imunidade parlamentar em um caso de assassinato. Esta imunidade parlamentar não funcionou em nenhum caso para os partidários do PT que foram perseguidos pela Lava-Jato. Ou seja, não tem lei, o que existe são grupos que atuam no judiciário etc, que fazem o que querem.

É preciso ir as ruas por Fora Bolsonaro

Sem mobilização não há vitória alguma para os setores populares. É preciso ir as ruas, com grandes massas de pessoas em atos monstros, chamados pelas centrais sindicais, pelos partidos, e demais organizações populares por atos por Fora Bolsonaro e todos os golpistas. Essa é a única solução, esse é o caminho.

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