Via OEA, imperialismo “legitima” a fraude eleitoral no Brasil

oea urnas

Da redação – Representantes da imperialista Organização das Nações Unidas (OEA) foram presenciar as eleições desse domingo no Brasil para ratificar a suposta “veracidade” do sistema eleitoral brasileiro. A chefe do processo, Laura Chinchilla, fez afirmações puramente técnicas, referindo-se apenas às “fake news” como algo “digno de preocupação” para as eleições. A verdade é que essa visita imperialista veio apenas corroborar com a fraude eleitoral organizada pelo próprio imperialismo que a OEA representa. Esse órgão foi criado pelos Estados Unidos dentro da Organização das Nações Unidas (ONU).

Uma das maiores provas de que as eleições são fraudadas no Brasil é a impossibilidade de encontrar eleitores dos candidatos mais votados nas eleições. João Doria ser o primeiro colocado para o segundo turno do governo de São Paulo, após ter sido um dos prefeitos mais odiados da cidade de São Paulo é algo impossível em eleições reais. Outro exemplo é o de Minas Gerais, em que a liderança das eleições para o governo ficou com Romeu Zema (NOVO), seguido de Antônio Anastasia (PSDB), tirando Fernando Pimentel (PT) do pleito. O primeiro colocado é uma figura completamente desconhecida pelo eleitorado e ficou com apenas 5% dos votos mesmo nas pesquisas burguesas. Outro absurdo do tipo é a colocação de Dilma Rousseff em quarto lugar, sendo alijada do Senado para o qual era a favorita em toda a campanha eleitoral, liderando com mais que o dobro das intenções de voto do segundo colocado. É esse resultado eleitoral absurdo que a OEA quer apresentar como “verossímil”.

O Partido da Causa Operária vem denunciando a fraude eleitoral desde o início da campanha da direita para prender Luiz Inácio Lula da Silva. As eleições de 2018 foram as mesmas que tiraram o maior candidato a presidência da República do pleito, após a maior série de arbitrariedades então vistas pela dita “democracia brasileira”. As “eleições Lula”, que criaram uma série de regras com a função única de boicotar o lulismo no PT e pressionar o partido até que ele retirasse a candidatura de seu maior líder e fundador, essas mesmas eleições, são as que a OEA, cinicamente, apresenta como democráticas.

Na realidade, essas eleições foram tão completa e descaradamente fraudadas, que são necessários um sem número de órgãos pomposos da burguesia para tentar convencer a população a não se insurgir contra isso. O povo deve se insurgir. O povo organizado nas ruas é a única forma de luta real da esquerda. O único método verdadeiramente capaz de trazer os ganhos que o povo deseja. É preciso ampla mobilização popular contra o golpe e pela liberdade de Lula.