Eleições fraudulentas
Vereadora pelo PT em Recife, denuncia compra de votos e boca de urna em praticamente todos os colégios eleitorais da capital para beneficiar João Campos do PSB
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Arraes-e-Campos
Marília Arraes (PT) João Campos (PSB). Imagem ilustrativa | Foto: Reprodução

Através das redes sociais e em uma entrevista para a TV 247 após o fim do pleito eleitoral de domingo (29), a vereadora eleita pelo PT em Recife, Liana Cirne Lins, denunciou que as eleições no segundo turno para prefeitura da capital de Pernambuco foram uma farsa contra a candidata do Partido dos Trabalhadores, Marilia Arraes. A campanha do PSB foi uma sujeira só, “foi uma eleição fraudada” afirma a vereadora. Segundo ela, a boca de urna e a compra de votos era uma coisa que se via à luz do dia e em todas os pontos onde havia colégios eleitorais.

Para o 247; “Nós tivemos uma lavagem de compra de votos e de boca de urna que nós temos centenas de vídeos”, afirmou. “Se a Justiça não anular a eleição de Recife, pode fechar a Justiça Eleitoral. Não tem serventia. Porque não existe um caso tão ululante de compra de votos como aconteceu em Recife”, acrescentou Liana Cirne Lins. Em sua fala, Liana Lins alerta que não se refere a campanha eleitoral, que de acordo com ela também foi uma coisa suja e podre, mas que se referia a situações de compra de voto e boca de urna que tem uma capacidade sim de mudar os resultados eleitorais no dia da votação.

Em vídeos que a Liana Cirne Lins divulgou em suas redes sociais, aparecem claramente pessoas com bandeiras e vestidas com as cores do oponente João Campos do PSB, em frente aos colégios eleitorais e quando abordados pelos fiscais eleitorais, saiam correndo. “É chocante o que aconteceu em Recife, hoje”, ela escreveu no twitter. Os comentários que seguem as postagens da vereadora, as denuncias são praticamente as mesmas, boca de urna e compra de votos, em vários outros locais espalhados por toda a cidade.

Em um dos casos denunciados alguns dias antes, uma pessoa que aparece panfletando, tem em suas mãos dois tipos de material, um panfleto que divulga o número e com a foto do candidato do PSB, e em outro a candidata do PT, com algumas frases fora de contexto distorcendo suas falas e atacando diretamente a campanha politica de Marília Arraes. É óbvio que esse tipo de campanha baixa e manipulada deve ser caso público em outras milhares de cidades também. O cidadão interrogado sobre o material tenta esconder o que se refere a candidata do PT.

Em um outro vídeo entregue à Justiça Eleitoral do Recife, no sábado por Múcio Magalhães, um dos coordenadores da campanha de Marília Arraes, mostra um ex-vereador Estéfano Menudo do PSB que é pai da atual vereadora reeleita, Natália de Menudo pelo PSB, em culto de Ação de Graças promovido em 20 de novembro de 2020, quando ele diz que perderia 232 empregos que tem na prefeitura e que não poderia elevar esse número, caso o PT se elegesse.

A representação junto a Justiça Eleitoral pelo PT divulgada pelo Blog do Jamildo, aponta “…a nítida utilização de cargos comissionados como vantagens de arregimentação de eleitores, tanto pela promessa de aumentar o número de cargos comissionados pela prefeitura, quanto pela chantagem emocional ao versar os atuais ocupantes de cargos comissionados pelo PSB seriam retirados da prefeitura, despertando temor na população…”

É importante lembrar que o PCdoB proclamou seu apoio ao candidato do PSB, João Campos no Recife. Em outras denúncias o mesmo PCdoB que participou dessa sujeira contra o PT no Recife, se dizia indignado com a campanha de “fake news”, que segundo os dirigentes do partido em Porto Alegre vinha sofrendo a candidata a prefeita pelo partido, Manuela D´Avila, no sul do Brasil. Outro exemplo de manipulação e farsa foram as pesquisas eleitorais em Porto Alegre, em que a candidata do PCdoB aparecem em todas, com uma vantagem de aproximadamente 10% sobre o concorrente Sebatião Melo do MDB, que acabou eleito “misteriosamente” no ultimo domingo (29).

O que ficou claro também nessas eleições, não foram apenas as ações ilegais de partidos políticos no dia da votação, a campanha foi manipulada com inúmeras restrições, os candidatos tiveram menos de 45 dias para se apresentarem aos eleitores. Um terço dos partidos foram jogados para fora do horário eleitoral do rádio e da televisão. Além disso, as sabatinas e entrevistas eram feitas pela imprensa golpista, com perguntas objetivas, escorregadias e manipuladas para tentar esconder ou boicotar as ideias de partidos e candidatos a fins de confundir os telespectadores.

O candidato à prefeitura do Recife pelo PCO, Partido da Causa Operária, Victor Assis, já vinha denunciando através de vários meios de comunicação, inclusive este, os absurdos da campanha eleitoral que estava se desenhando na capital de pernambucana. Existem denuncias graves também em relação não só ao Recife, como em todo país de pesquisas pré-eleitorais produzidas por órgãos da imprensa capitalista para manipular de forma clara os eleitores, e sempre trataram de apontar quem eram os candidatos que o povo deveria “escolher”.

Em São Paulo, nas vésperas das eleições filmagens divulgadas nas redes sociais aparecem comitês eleitorais ligados ao candidato do PSDB Bruno Covas, distribuindo cestas básicas para a população. Prática que também é considerada ilegal pela Justiça eleitoral. Apesar de todo um discurso anti-bolsonaro dos candidatos da direita em todo a país, na tentativa de angariar votos daqueles setores, que veem os oponentes ligados ao Bolsonaro como o mal maior, estamos aqui diante de uma campanha e eleições, totalmente manipuladas e fraudadas típica do bolsonarismo, para garantir a vitória da direita golpista.

No primeiro turno, um “apagão” nos computadores que faziam a contagem de votos no TSE, paralisou a apuração por algumas horas em milhares de cidades em todo país. Agora no segundo turno foi anunciado pouco antes dos resultados finais de que apenas duas cidades teriam pesquisas de boca de urna, Porto Alegre (RS) e Recife (PE), situações que são no mínimo suspeitas. No Ceará na cidade de Caucaia uma situação curiosa, mas não nova, cinco homens, entre eles o irmão do candidato a reeleição para prefeito pelo PSD, Naomi Amorim, foram presos com várias notas de R$ 50,00 e R$ 100,00 na cueca e material de campanha, que segundo a Policia Civil e Federal são suspeitos de compra de votos.

Assim como este Diário vem denunciando as eleições fraudulentas e mais antidemocráticas desde a ditadura militar  foram as de 2020, a posição do PT de também denunciar a fraude é correta. Caso que deveria ser feito também pelo PCdoB em Porto Alegre e pelo PSOL em São Paulo, mas que ao contrário esses partidos preferem fazer parte de toda essa operação golpista contra a classe trabalhadora e em favor de candidatos ligados ao setores mais direitistas e da burguesia no país.

É preciso orientar a militância de esquerda e os trabalhadores de que eleições, campanhas e votação não vão mudar a situação da população oprimida. E que somente a organização e mobilização nas ruas é capaz de barrar os golpistas e governo fascista que tomou de assalto o poder no país.

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