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As primeiras informações apontam para possível execução. Todas as características do crime têm a aparência de uma execução realizada por forças de repressão. Ela voltava de um evento quando assassinos emparelharam um carro ao lado da vereadora e abriram fogo, fugindo logo em seguida sem levar nada. Amigos e partidários de Marielle já começaram a reagir nas redes sociais.

Na noite desta quarta feira, 14 de março,a vereadora pelo PSOL-RJ, Marielle Franco foi assassinada a tiros, quando voltava de um evento chamado “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, na Rua dos Inválidos, na Lapa. Junto com ela também foi assassinado o motorista do veículo, a assessora da vereadora, Fernanda Chaves, que trabalha no gabinete da vereadora, sobreviveu. Fernanda foi atingida por estilhaços e levada para o Hospital Souza Aguiar.

Os assassinos emparelharam o carro ao lado do carro da vereadora e dispararam. Fugindo em seguida. Pela atuação da vereadora, seu assassinato assume formas de uma execução política e militar. Nas últimas semanas a vereadora vinha denunciando constantemente a PM e a intervenção militar no Rio de Janeiro. A seguir, alguns de seus posts: “Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?”
Uma dia antes de ser assassinada, Marielle reclamou da violência na cidade, através de seu twitter. No denúncia ela questiona a ação da Polícia Militar.

Vereadora do PSOL é assassinada no Rio de Janeiro

“Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?”

A vereadora Marielle Franco denunciou o 41° Batalhão da Polícia Militar como o “Batalhão da morte”, no último sábado dia 10. Escreveu ainda nas redes sociais: “O que está acontecendo agora em Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! O 41° batalhão da PM é conhecido como Batalhão da morte. CHEGA de esculachar a população! CHEGA de matarem nossos jovens”.

Marielle, vereadora negra e ligada a movimentos sociais se apresentava como “cria da Maré” e foi a quinta vereadora mais votada do Rio nas eleições de 2016 com 46.502 votos. Também era Socióloga formada pela PUC-Rio e mestra em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Em sua dissertação de mestrado, ao contrário de seu correligionário, Marcelo Freixo, que em mais de uma ocasião defendeu as UPPs, Marielle apresentou sua dissertação de mestrado com o tema “UPP: a redução da favela a três letras”.

Mas para além de suas denúncias, o que chama atenção é que desde o último dia 28 de fevereiro, Marielle era a relatora da comissão da Câmara dos vereadores cariocas que tinha por função fiscalizar a intervenção militar no Rio de Janeiro.

A execução da vereadora do PSOL é a demonstração prática do que é a intervenção militar no RJ, ou seja, uma política de guerra contra a população. De nada adianta esperar um esclarecimento deste crime da parte das autoridades que, por todos os indícios, estão envolvidas. Cabe à esquerda convocar a população pobre do Rio a se mobilizar contra o aparato repressivo e a intervenção militar.

Deixamos aqui nossa solidariedade aos familiares desta companheira e à militância do PSOL.

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