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Da redação – No última quinta-feira, dia 01 de novembro, mais de 9 mil venezuelanos retornaram para seu país de origem após terem imigrado para outras nações. O retorno dos cidadãos venezuelanos é produto do Programa Volta à Pátria, que foi colocado em prática pelo governo de Nicolás Maduro com o objetivo de repatriar cidadãos que sem encontram em situação de vulnerabilidade social e econômica.

Através do programa o governo venezuelano estabeleceu 17 pontes aéreas para facilitar o retorno dos cidadãos. A maior parte dos cidadãos que retornaram foram vitimas de exploração trabalhista, xenofobia ou sofriam com problemas de saúde e não possuíam condições econômicas para realizar tratamento.

O maior número de imigrantes repatriados se encontrava no Brasil(6.913), à facilidade de atravessar a fronteira entre os dois países, mas também retornaram pessoas que se encontravam no Peru(952), Equador (741), da Colômbia (305), Argentina (171), República Dominicana (95) Chile (2) e Panamá (1). De acordo com as autoridades diplomáticas da Venezuela a maior parte dos cidadãos retornaram alegando como principal motiv “problemas econômicos e a impossibilidade de obter emprego digno nos países aos quais migraram”. Outra parte, cerca de 47% dos que retornaram, apontaram como motivo de retorno “o constante fustigamento no país receptor, ao denunciar fortes episódios de xenofobia, exploração, maltrato social e trabalhista”.

O programa “Volta à Pátria” tem sido uma ferramenta do governo Maduro para facilitar a volta voluntária de cidadãos venezuelanos e oferece o transporte de retorno e a inserção dos repatriados no sistema de proteção social do governo. Diferente do que a imprensa burguesa costuma dizer a saída de cidadãos da Venezuela para as outras nações latino americanas não se deve ao fracaso das políticas econômicas do governo vizinho, mas à uma intensa ação do imperialismo norte americano que boicota economicamente o país e a todo momento impõe sanções arbitrárias à produção e industria venezuelana, o que tem impacto direto nas condições de vida do povo. A crise pela qual passa a Venezuela é ma crise artificial criada pelos capitalistas internacionais que querem se apoderar do patrimônio do povo venezuelano e dominar a sua economia.

A imprensa burguesa utiliza o discurso da chamada “crise migratória” para tentar justificar uma “intervenção humanitária” na Venezuela e depor o governo de Maduro. No entanto, não existem dados que comprovem tal crise e a verdade é que uma intervenção no país vizinho significaria um ataque violento a soberania venezuelana e teria como único interesse colocar o poder do país na mão do imperialismo. Vale ressaltar, que mais de 5 milhões de colombianos imigraram para a Venezuela nos últimos anos, sem que a imprensa burguesa houvesse denunciado nenhuma crise, ou seja, a “crise migratória” não passa de um pretexto farsesco para invadir a Venezuela.

O retorno voluntário de milhares de cidadãos venezuelanos nos últimos meses te mostrado a farsa que é a campanha do imperialismo contra o governo bolivariano. O governo da Venezuela enfrenta e contraria os interesses dos norte-americanos e por isso tem se tornado seu inimigo número um na América do Sul. É preciso defender o governo Maduro e denunciar qualquer ataque contra nosso país vizinho. Fora imperialismo da América Latina.

 

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