Venezuela pela liberdade de Lula: movimentos populares fazem manifestação contra a prisão política do ex-presidente

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Caracas, 10 Abr. AVNDiversos movimentos sociais da Venezuela e do mundo se concentraram nesta terça-feira na Praça Diego Ibarra, em Caracas, para realizar uma jornada de solidariedade e apoio ao ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que no último sábado, 7, completou um ano preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná.

“Consideramos que Lula está preso injustamente. Está preso por mandato do império, pela vontade dos Estados de liberar o continente dos países que decidiram marchar rumo ao bem-estar das pessoas”, afirmou Mollie Aguirre, porta-voz da Rede de Coletivos Araña Feminista.

Destacou que Lula representa o pensamento libertário que atualmente se “encontra em plena resistência pelo bem viver dos povos. Ele representa a luta contra a direita internacional”, afirmou.

Já Hernán Vargas, porta-voz do Movimento de Pobladores e representante de Trabalhadores Residenciais Unidos pela Venezuela, explicou que os movimentos sociais tanto nacionais e internacionais se pronunciaram em diferentes países em rechaço às organizações que não elevaram sua voz para evitar violações à democracia no país sul-americano.

“Estamos fazendo uma denúncia contundente contra todos os governos cúmplices deste continente, contra a OEA, ONU e União Europeia que não se pronunciam diante de uma violação da democracia, nem da legislação internacional”, disse Vargas, acrescentando que “é uma ditadura o que se vive neste momento no Brasil e estes organismos institucionais estão a favor”.

Por uma Pátria Grande Unida

Desde 7 de abril de 2018, o ex-dirigente operário permanece preso, após receber uma ordem de prisão de 12 anos e um mês impostas pelo Tribunal Regional Federal da 4º Região (TRF-4) por supostas ações de corrupção.

Em outra sentença, a juíza Gabriela Hardt, que substitui Sérgio Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública, o condenou a 12 anos e 11 meses pelo caso do “Sítio de Atibaia”.

Edson Bagnara, integrante do Movimento Sem Terra do Brasil, ressaltou que a injusta condenação contra o líder do Partido dos Trabalhadores não vai parar “esse projeto de humanismo tão bonito que levava Chávez” e que hoje, Lula deseja continuar pela integração dos povos latino-americanos e do Caribe.

Durante a atividade, com a presença do grupo musical Los Guaraguao, os participantes escreveram “Lula Libre” (Lula Livre) no chão da praça.