Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Pedro-Sánchez-Pablo-Iglesias
|

O líder do Unidas Podemos, Pablo Iglesias, desistiu na noite dessa sexta-feira (19) de compor o governo da coalizão PSOE-Podemos (com o apoio de partidos de esquerda regionais, como da Catalunha) para garantir a governabilidade do PSOE na Espanha.

“O PSOE disse que a única armadilha que impede a formação deste governo sou eu. E depois de ter refletido durante os últimos dias decidi que não vou ser a desculpa para que o PSOE evite esse executivo de coalizão”, declarou.

Isso significa que Iglesias desiste de ser um membro do governo, por pressão do primeiro-ministro Pedro Sánchez, que não quer “esquerdistas radicais” no Executivo, apenas “técnicos”, ou seja, a ala mais direitista do já direitista Podemos.

O Podemos continuará fazendo parte da coalizão para garantir uma maioria de esquerda que permita a Pedro Sánchez assumir novamente a chefia do governo espanhol, na sessão de investidura que ocorrerá na próxima terça-feira (ou na quinta, caso no primeiro dia não haja votos suficientes).

A Espanha vive uma intensa crise política e a burguesia decidiu permitir que – ao menos por enquanto – a esquerda fique no poder. Pedro Sánchez assumiu no ano passado no lugar de Mariano Rajoy, do PP, mas não conseguiu conter a crise, especialmente com os catalães.

Devido a sua postura um tanto centrista, não atacou a Catalunha como a direita estava fazendo, mas também não deu nenhum passo para uma maior autonomia da região. Por isso, a extrema-direita iniciou uma forte investida e conseguiu fazer com que Sánchez chamasse novas eleições.

Mas, nelas, a direita sofreu uma derrota, principalmente nos países oprimidos por Madri – como a própria Catalunha. Assim, os partidos independentistas prometeram apoio ao PSOE caso esta atendesse minimamente suas reivindicações. Esse apoio é fundamental para que Sánchez tenha maioria e governo, bem como o apoio do Podemos, que, quando criado, se mostrava como uma alternativa de esquerda ao regime, mas que nos últimos anos tem revelado sua verdadeira face: uma versão menor do próprio PSOE.

O fato é que não há nenhum prognóstico de estabilização da crise no regime político espanhol, mesmo com um governo de esquerda de coalizão.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas