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TOPSHOTS Colombian police officers (front) and soldiers stand by the bodies of Revolutionary Armed Forces of Colombia (FARC) rebels killed in combat, on January 22, 2014, at a military airport in Ibague, department of Tolima, Colombia. Colombian army troops killed at least seven FARC guerrillas in an operation Tuesday in the central department of Tolima, the military said. Military operations this week in different parts of the country have left 26 guerrillas dead, while peace talks continue, installed in November 2012 in Havana, between the Colombian government and the FARC guerrillas, without having been agreed a ceasefire bilateral, Santos believes that it could serve to strengthen the FARC militarily. TOPSHOTS/AFP PHOTO/Felipe CAICEDOFelipe CAICEDO/AFP/Getty Images ORG XMIT:
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Em cumprimento à promessa feita pelo Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após a sua reeleição em 20 de maio um grupo de opositores do regime foi libertado no último dia primeiro. A medida foi anunciada pela Presidenta da Assembleia Constituinte, Delcy Rodriguez, que na ocasião declarou que outros grupos também serão beneficiados. Três dias depois, no entanto, na Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, pediu que seus membros suspendam a Venezuela da organização e aumentem as sanções impostas àquele país.

A ofensiva norte-americana contra os governos chavistas teve início logo após a subida de Hugo Chaves ao poder através de eleições em 1999. O pretexto desde sempre é a ausência de democracia e violações de direitos humanos. O gesto do governo de Maduro de soltar opositores poderia ter sido recebido por Washington como sinal de boa vontade no entanto Washington respondeu com o anúncio de que novos ataques estão a caminho. Novas sanções econômicas se traduzirão em maiores dificuldades para a Venezuela que já está assolada por múltiplas dificuldades em sua economia como hiperinflação, falta de remédios e escassez de alimentos. O agravamento das dificuldades servirão para realimentar o discurso agressivo dos Estados Unidos.

Em contraste, a ânsia do governo norte-americano em “restaurar” os direitos humanos não se repete com relação à vizinha Colômbia. Este país esteve desde sempre na linha de frente com seus “amigos” norte-americanos no clamor e nas ações concretas que visam à derrubada do regime venezuelano. Isso se passa a despeito do fato de que a Colômbia possui cerca de 60.000 desaparecidos, o maior número do continente americano. A estes juntam-se cerca de 7 milhões de refugiados internos (na sua maioria indígenas ou negros), segundo lugar no mundo após a Síria. Mais ainda, a Colômbia é o quinto país do mundo no número de crianças refugiadas e terceiro em crianças assassinadas (715 no ano passado).

O governo colombiano não dá respostas aos seus gravíssimos problemas e o governo dos Estados Unidos não toma conhecimento e não se importa que isto esteja ocorrendo no país que é seu “aliado” número um na América do Sul e que recebeu desde 2000 quase US$ 10 bilhões em assistência militar que foi utilizada para matar cidadãos colombianos. Ponta de lança do imperialismo nos ataques à Venezuela e ao Equador, a Colômbia agora foi promovida a uma espécie de membro de segunda classe da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A parceria com a OTAN, organização cuja existência se justifica em si mesma, constitui um perigo iminente a todas as nações da América Latina uma vez que abre a porta a intervenções no caso de conflitos ou qualquer incidente militar que envolva a Colômbia. Por outro lado em caso de conflito militar na qual a OTAN esteja a Colômbia é um alvo legítimo.

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