Venezuela: jornal golpista não quer pagar funcionários e culpa Maduro por falência

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Da redação – O jornal golpista El Nacional, veículo da burguesia e da direita opositora, anunciou que sua edição impressa circularia somente até a semana passada. O principal motivo pelo fim da versão em papel, alegado pelo periódico, é que não vai ajustar o salário de seus funcionários para o novo piso decretado pelo governo.

A justificativa para esse ataque aos direitos trabalhistas de seus empregados, não aumentando seu salário como manda a lei, é, para variar, o suposto controle do governo de Nicolás Maduro sobre a imprensa.

O jornal igualmente golpista e órgão da direita brasileira, O Estado de S. Paulo, diz que o El Nacional “não aceitou” o reajuste salarial do governo para seus funcionários, mesmo com o governo subsidiando parte do salário dos funcionários. Ou seja, o governo pagaria uma parte dos salários para que os funcionários tivessem garantidos ao menos alguns de seus direitos trabalhistas, mas ficaram sem esse aumento porque os patrões não aceitaram, com a desculpa de que o benefício, segundo o jornal, seria vinculado a uma mudança editorial pró-governo.

Obviamente, trata-se de uma desculpa esfarrapada. Diante de uma crise econômica, os capitalistas sempre investem contra os direitos dos trabalhadores, para rebaixar seus salários a fim de salvar os lucros dos donos das empresas. É justamente isso o que ocorre no El Nacional.

A culpa é jogada em Maduro como é de costume da imprensa golpista venezuelana e seus pares brasileiros. Todos os “males” da Venezuela são devido ao “socialismo”, ao “bolivarianismo”. Todos os dias esse jornal, como a maioria da imprensa venezuelana, manipula e distorce a realidade em suas páginas, em sua constante jornada para derrubar o governo eleito pelo povo e que conta com amplo respaldo popular. A finalidade é retornar a Venezuela aos tempos do neoliberalismo, quando capitalistas como os donos do El Nacional detinham todos os privilégios e riquezas, em pleno conluio com o imperialismo, enquanto o povo passava fome de verdade.