Venezuela: fundos estatais congelados pelos EUA seriam usados para financiar atentados

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Caracas, 25 Mar. AVN* – Os fundos venezuelanos em contas bancárias no exterior, que foram congelados por medidas arbitrárias do governo dos Estados Unidos, estariam sendo utilizados para financiar atos terroristas planejados pela direita contra o povo venezuelano, denunciou neste sábado o vice-presidente setorial de Comunicação, Turismo e Cultura, Jorge Rodríguez.

Dedicaram-se a “substrair os bens que a Venezuela tem em distintos bancos e que estão sendo extraídos sob as ordens da administração (Donald) Trump. Nos últimos dois meses mais de US$30 bilhões foram roubados”, afirmou.

Em declarações oferecidas no Palácio de Miraflores, em Caracas, Rodríguez explicou que o dinheiro seria usado para recrutar grupos de sicários centro-americanos para cometer ações terroristas como o assassinato seletivo de líderes sociais e políticos, através de listas de nomes, novas sabotagens contra o metrô e teleférico de Caracas, fake news através de meios de comunicação e redes sociais; conspiração de greves gerais, assalto ao Palácio de Miraflores e ações terroristas de falsa bandeira.

O também ministro de Comunicação revelou provas e conversas telefônicas detalhadas que ligam dirigentes da direita venezuelana com o deputado da Assembleia Nacional em desacato, Juan Guaidó, Leopoldo López, e Freddy Guevara, entre outros, na preparação destas operações terroristas contra a soberania da Venezuela, que incluíam desde ações armadas até o desvio e dinheiro do Estado.

Ele explicou que as conversas encontradas no telefone de Roberto Marrero evidenciam que conspirou com Guaidó para realizar o financiamento destes atos terroristas.

Indicou ainda que nestas ações os envolvidos contaram como o apoio de intermediários financeiros, entre eles um homem chamado Juan Planchart.

“Roubam a conta da PDV ou de Citgo e Guaidó dá a ordem de depositá-la em contas pessoais, como na de Planchart”, denunciou.

Rodríguez acrescentou que através destes depósitos foram pagos gastos de treinamento e operações do grupo paramilitar recrutado, cuja enlace é “Rosana de Cúcuta”, uma mulher que ainda não foi identificada pelos grupos de inteligência.

Também destalhou que o governo vai solicitar relatórios a Juan Carlos Escotet, presidente do Banesco Panamá, e ao Bank of America, para averiguar sobre a origem das transações na conta de Marrero.

Rodríguez destacou que este modus operandi utilizado pela direita foi descoberto pelos humoristas russos Vladímir Kuznetsov e Alexéi Stoliarov, que se fizeram passar pelo presidente da Suíça para que Guaidó reconhecesse que está retirando o dinheiro de contas do Estado venezuelano para fins terroristas.

* Os artigos reproduzidos não refletem necessariamente as posições deste diário e do Partido da Causa Operária