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Documento interno do Pentágono revela um plano dos Estados Unidos para invadir a república bolivariana

A jornalista argentina, Stella Calloni, publicou uma reportagem no sítio voltaire.org na qual afirma que os Estados Unidos, com a colaboração da Argentina, Brasil e países fronteiriços da Venezuela, se preparam para a invasão do país com o propósito de “acabar com a ditadura da Venezuela”, caso as agências de propaganda e os serviços de sabotagem não consigam controlar as eleições naquele país, programadas para 20 de maio.

A invasão conta com o comando do Almirante Kurt W. Tidd, comandante-chefe do Comando Sul. O Pentágono está supervisionando tropas do Brasil, da Colômbia, do Panamá e da Guiana. Já existe na fronteira desses país acampamentos militares até mesmo hospitais de camapnha e provisão de víveres para os soldados da ocupação. Tudo isso consta de um documento de 11 páginas do Pentágono assinado por Tidd, ainda não digulgado.

Mas o documento não trata apenas da ação militar. Trata também da campanha que vem sendo feito para desestabilizar o governo bolivariano, contendo táticas como propagação de boatos, informações falsas aos meios de comunicação, além de ações de cunho econômico.

Entre as notícias que se divulgam, há, é claro, denúncias de corrupção contra o governo de Nicolás Maduro, atual líder venezuelano. No entanto, a tentativa de fazer na Venezuela o mesmo que fizeram no Brasil não deu certo. Segundo o Pentágono, as forças de oposição venezuelana “não têm poder suficiente para pôr fim ao pesadelo da Venezuela” e, é claro, restabelecer a democracia naquela país.

O mais escandaloso é que o documento afirma que a democracia vem sendo restabelecida na América do Sul e países com o Brasil, o Equador e a Argentina são exemplos disso. Países esses em que não vigora mais o estado de direito, diga-se de passagem.

É sempre bom afirmar que democracia é uma palavra abstrata. O governo brasileiro dos ditadores Medici e Geisel sempre afirmou que o Brasil era uma democracia. Enfim, democracia é aquilo que os países imperialistas querem que seja. E mais: se a máscara dessa democracia cair e revelar o verdadeiro rosto da ditadura, a ditadura será o melhor dos regimes, como querem os seguidores de Bolsonaro no Brasil. É fácil convencer idiotas de que o pior é o melhor. Afinal esses idiotas se alimentam de ódio e preferam passar fome a perder o gosto de fel na garganta.

É por isso que o documento afirma ser necessário “incentivar a insatisfação popular, aumentando o processo de desestabilização”conforme fizeram no Brasil. E “exacerbar a divisão entre os membros do grupo do governo”. A ideia é tornar o regime insustentável, “incrementar a instabilidde interna para níveis críticos”, para descapitalizar o país, promover a fuga de capitais e, sem se importar com a vida da população venezuelana, “obstruir todas as importações e desmotivar os possíveis investimentos estrangeiros”.

Mas a barbaridade não para por aí. O documento fala em incentivar “protestos, pilhagens, saques, sequestros de navios, com a intensão de cortar o abastecimento”, etc.

E, se nada disso der certo… a ação militar. Com a juda dos “países amigos” e da OEA. Isso contempla a instalação de bases militares e deslocamento de efetivos norte-americanos do Panamá para a fronteira, além do direcionamento de aviões e helicópteros de combate.

Essa ação militar seria colocado em prática quando o caos se instalar no país. Isso justificaria uma invasão sob a bandeira de uma força internacional. Uma vez derrubado o governo da Venezuela, com o país totalmente destruído, viria a famosa ajuda humanitária dos Estados Unidos ao sofrido povo venezuelano.

O documento foi redigido e direcionado ao presidente Donald Trump. Não sabemos se o plano será aprovado pelo governo por causa dos gastos. Mas a verdade é que a primeira parte do plano já foi posta em operação, idependentemente da vontade de Trump, o qual é, para dizer a verdade, apenas uma peça de importância secundária nos planos do imperalismo norte-americano.

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