Conflito fronteiriço
Governo da Guiana acusa Venezuela de apreender ilegalmente navios de pesca, pelo que a Venezuela rechaça essa versão e afirma ser artificial a disputa.
Arreaza - Guiana
Chanceler venezuelano Jorge Arreaza se encontra com representante do governo da Guiana. | Foto por: reprodução/vtv
Arreaza - Guiana
Chanceler venezuelano Jorge Arreaza se encontra com representante do governo da Guiana. | Foto por: reprodução/vtv

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela emitiu comunicado neste domingo (31) rejeitando as afirmações do presidente da Guiana, Irfaan Ali, de que a Venezuela teria apreendido ilegalmente dois barcos pesqueiros e que não reestabelecerá relações diplomáticas com o país enquanto os navios não fossem liberados.

O governo Venezuelano afirmou que as declarações e ações do governo da Guiana são “lamentáveis” e estranhamente parecem querer criar um conflito desnecessário na região.

Em seu comunicado a Venezuela escreveu:

“A República Bolivariana da Venezuela rejeita de forma enfática e enérgica as lamentáveis ​​palavras do Presidente da República Cooperativa da Guiana, pronunciadas em 30 de janeiro de 2021, com as quais busca criar um conflito na região, desrespeitando abertamente a verdade e a adesão ao Direito Internacional .

Com base na grosseira manipulação dos fatos, o Presidente Alí pretende apresentar os incidentes ordinários sob custódia das águas jurisdicionais venezuelanas, como se representassem uma agressão a seu país.” (leia aqui o documento completo)

No dia 21 de janeiro dois barcos pesqueiros da Guiana, Nady Nayera e Sea Wolf, foram interceptados pela guarda costeira venezuelana por entrarem de forma ilegal em seu território. O que foi negado pelo governo da Guiana, afirmando que os navios estariam dentro da Zona Econômica Exclusiva da Guiana.

A disputa acontece no mar da região em disputa entre os países, conhecida por Essequibo requerida pela Venezuela desde o século XIX quando a Guiana ainda era uma colônia inglesa, o que se prolongou após a independência do pais em 1966 e segue até hoje, não sendo atendida a demanda pela ONU.

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