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Um porta-voz da extrema-direita no Congresso norte-americano pediu publicamente um golpe militar contra o governo de Nicolás Maduro. A ameaça contra o povo venezuelano é uma ameaça a todo o povo latino-americano e um reforço à direita e os militares que querem dar um golpe no Brasil

O senador do Partido Republicano, Marco Rubio, declarou na última semana que “o mundo apoiaria um golpe militar” na Venezuela.

Ao falar em nome do “mundo”, é preciso que fique claro, Rubio se refere ao imperialismo norte-americano, o dono do mundo.

A condição para este apoio, segundo ele, seria o comprometimento dos militares com a “proteção do povo” e o “restabelecimento da democracia, removendo um ditador”.

Ele chamou abertamente as forças armadas venezuelanas a se “rebelar”. “O regime de Maduro é um governo ilegítimo que trouxe sofrimento e miséria para o povo da Venezuela”, disse.

“Enquanto ele permanecer no poder não há esperança para o retorno da democracia”

O republicano do estado da Flórida é um expoente do “Tea Party”, a ala de extrema-direita dentro do Partido de Donald Trump.

O apelo aos militares venezuelanos ocorreu dias depois da visita do Secretário de Estado, Rex Tillerson, ao México, Argentina, Colômbia, Peru e Jamaica. O representante do governo norte-americano declarou que o governo norte-americano pretende restringir a compra de petróleo venezuelano.

Dias antes, Tillerson discursou na Universidade do Texas dizendo que “na história da Venezuela e dos países sul-americanos, os militares frequentemente são agentes da mudança quando as coisas estão tão ruins e os governos não servem mais ao povo”.

“Quando a paciência do povo acaba, os militares conduzem uma transição pacífica”.

Em agosto passado, Trump acenou com a possibilidade de uma operação militar. “Uma opção militar pode ser conduzida”, disse. O Pentágono, é claro, negou que estivesse planejando um golpe.

O Partido Democrata, por sua vez, reforça esta política sem se colocar na dianteira. O senador pelo estado de Nova Jérsei, Bob Menedez, reivindicou mais sanções do governo à Venezuela como resposta à suposta repressão do governo Maduro contra a oposição.

As declarações não deixam dúvidas. O governo norte-americano, os serviços de inteligência, a CIA estão organizando ativamente um golpe militar na Venezuela.

Os representantes do imperialismo falam em “restabelecer a democracia”, o que significaria impor um governo constitucional após o golpe. Para eles, é desejável estabelecer um regime de tipo ditatorial sob uma fachada parlamentar, legal. Seria mais fácil controlar a situação, mas trata-se de uma operação complexa, que depende do nível de tensão política. Dada a situação na Venezuela, em que claramente a maioria da população está ao lado do governo nacionalista de Nicolás Maduro, um golpe militar teria que se desenvolver em uma ditadura militar para esmagar a resistência das organizações do movimento operário e popular.

Uma intervenção como esta pode levar a uma crise total na Venezuela e não se pode descartar também a possibilidade de uma guerra civil. Tudo isso teria como consequência um profundo deslocamento à esquerda em toda a América Latina.

A direita vem conseguindo avanços desde o impeachment de Dilma Rousseff e a eleição de Maurício Macri na Argentina. Acabam de conseguir impedir que Rafael Correa se reeleja no Equador.

Esta mobilização em torno ao golpe militar na Venezuela é também parte preparação para um novo golpe de Estado no Brasil e, com isso, a abertura da possibilidade de novos golpes militares em todo o Continente. Na medida em que a tensão aumenta, em que a perspectiva de reação popular coloca um obstáculo ao plano de golpes sob a via “legal”, o imperialismo deixa claro que o caminho está desimpedido para um golpe militar e sua consequência mais provável, uma ditadura militar.

A via “institucional”, em tese indolor, é preferível, mas as evidências de que uma operação de força está em preparação são incontestáveis.

As ditaduras não estão excluídas do repertório do imperialismo para controlar a crise política em todo o continente latinoamericano. Não se trata simplesmente de um esforço para manter sua dominação sobre a economia destes países. É uma questão de sobrevivência, que se mede apenas pela relação entre o custo de uma ditadura e o de deixar que a situação política fique fora de controle.

A única defesa dos povos latino-americanos contra o imperialismo é a sua mobilização, a luta política travada pelas massas nas ruas contra a direita golpista e o imperialismo.

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