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Região Sul registrou atos em mais de uma centena de cidades

Inimigos dos trabalhadores

Veja os criminosos que participarão do 1º de maio das “centrais”

A Live das "centrais" denuncia a si própria com o farsa, "lutam" por democracia, emprego e vacina com aqueles que acabaram com a democracia, o emprego impedem a vacinação

O então presidente da Câmara Rodrigo Maia e FHC – Foto: Vinicius Doti / Fundação FHC/ CP

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A atual direção da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e as chamadas “centrais sindicais” (amontoados de organizações sindicais oportunistas ou mesmo patronais, como a Força Sindical) estão preparando uma famigerada “live” para este 1º de maio, dia internacional de luta dos trabalhadores. Seria cômico, se não fosse trágico, que a principal organização operária do país, a CUT, junto com organizações do movimento sindical que tentam a empurrar para a direita, “as centrais”, no momento de maior ataque aos trabalhadores e à economia do país, ofereçam aos trabalhadores tão e somente uma “live”.

Mas esse nem é o maior problema. Na “live”, que contará com participações artísticas e falas de políticos, destacam-se o leque de posições políticas que tomaram a palavra, da esquerda à direita e à extrema-direita, dos representantes dos trabalhadores aos representantes do grande capital nacional e imperialista.

O 1° de Maio pela Vida – Democracia, Emprego e Vacina para Todos, da CUT e das “centrais”, denuncia a si próprio como uma farsa. Primeiro, que uma “live” não mudará o panorama político, nem mesmo influi minimamente. Segundo que estão sendo convidados para dar sua saudação os responsáveis por não haver democracia, nem emprego e nem vacina no país. É exatamente como convidar a Ku Klux Klan para dar uma saudação no 20 de novembro em nome da luta contra a discriminação racial. Um acinte, uma barbaridade contra todos os trabalhadores de ontem e de hoje.

Vejamos alguns alienígenas que foram convidados a tomar a palavra na “live” de 1º de maio: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB); os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG); e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Confirmaram presença ainda políticos como Rodrigo Maia (DEM-RJ), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede). Todos esses não têm nada a dizer aos trabalhadores, são inimigos. Os trabalhadores, os oprimidos, os explorados somente podem progredir derrubando toda essa corja, não se juntando e se subordinando a ela em nome de uma luta fictícia contra o fascismo tendo Bolsonaro, que é parte integrante desta corja, de espantalho.

FHC, aquele que vendeu o Brasil

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que governou de 1995 a 2002, foi o primeiro governo neoliberal que se estabilizou no país. FHC produziu um choque na economia nacional, com um pacote de privatizações, de entrega da riqueza, de destruição da indústria nacional. Ao final de seu segundo mandato, o país encontrava-se extenuado, à beira de um colapso. No ano de 1999, primeiro ano de seu segundo mandato, o país contava com 34 milhões de miseráveis. Ou seja, cerca de 35% da população naquela época não tinha condições mínimas de vida; o país contava também com 17 milhões de indigentes. A fome massiva era uma realidade terrível: no Brasil de FHC se morria de fome aos milhões.

Em uma entrega do país sem precedentes, privatizou setores fundamentais como as telecomunicações, distribuição de energia elétrica, mineração – um crime sem igual contra o povo. Sua política fiscal e cambial, aos interesses dos bancos, elevou a dívida pública do Brasil de U $60 bilhões em 1994 para U $245 Bilhões em 2002, quando deixou o governo. Isso destacando apenas alguns aspectos deste governo, cujo balanço histórico ainda será realizado para colocá-lo devidamente em seu lugar.

O governo FHC, durante os famigerados anos 1990, década do neoliberalismo, foi um flagelo dos mais dolorosos que sentiu todo o povo brasileiro. FHC, um lacaio e representante do imperialismo, sobretudo estadunidense, dos banqueiros internacionais, dos especuladores e grandes capitalistas, travou uma guerra implacável contra o povo pobre brasileiro e seu interesses, e não mediu esforços para sugar as riquezas do país e transferi-las para imperialismo, enquanto o povo morria à míngua. É exatamente esse indivíduo e o que ele representa, ou seja, o neoliberalismo mais selvagem, que está sendo chamado a saudar os trabalhadores no Primeiro de Mais “fake”.

O resto da corja

O restante dos convidados da direita não fica muito atrás. Temos o governador de São Paulo, João Doria, que foi convidado, ainda que sob protestos da CUT. Haveremos de aguardar para saber se de fato dirigirá sua saudação cínica ao trabalhador, mas o fato de tê-lo lembrado e convidado para essa atividade já é suficientemente vergonhoso e vil.

Doria é não apenas um representante do capital que oprime os trabalhadores, como é ele mesmo um capitalista, um político orgânico de sua classe, como se diz hoje em dia. Sua carreira política começou como prefeito da cidade de São Paulo, onde se destacou pela loucura e reacionarismo fascistas, tentou dar ração como merenda paras as crianças, criar campos de concentração para usuários de drogas, mandar a guarda municipal despejar jatos de água fria em moradores de rua em pleno inverno, dentre outras barbaridades. Tudo mesclado com aparições, fantasiado, ora de gari, ora de operário. Doria, como bom direitista, sempre se destacou por sua aversão ao trabalhador – classificou de vagabundos os que fazem greve por seus direitos.

Doria abandonou o cargo de prefeito e tornou-se Governador do Estado, o que, para a infelicidade de todo o povo Paulista, coincidiu com a pandemia de Covid-19. O estado mais rico do país é também o mais afetado pela pandemia, isso decorrente da política aplicada, ou seja, não fazer nada. Não houve investimento algum no combate à pandemia, apenas demagogia barata. Os resultados falam por si mesmos, mais de 90 mil mortos no Estado e quase 3 milhões de infectados.

O convidado Rodrigo Maia (DEM), deputado e ex-presidente da Câmara federal, pode ser resumido em uma frase, general da reforma da previdência, título dado a ele pelo próprio Bolsonaro. Um dos principais responsáveis por acabar com a aposentadoria do trabalhador também foi convidado a dar sua saudação no 1º de maio das “centrais”.

Arthur Lira (PP) e Rodrigo Pacheco (DEM) são dois bolsonaristas, Ciro Gomes um embuste da direita que é utilizado contra a esquerda, Marina Silva fora ontem o que Gomes é hoje. Com um time de convidados como esse, o próprio presidente do país, Jair Bolsonaro, não seria nada estranho, ou mesmo Benito Mussolini, Adolf Hitler, Margaret Thatcher, Augusto Pinochet também poderiam ser convidados (por que não?) se estivessem vivos.

Essa “live” não representa os trabalhadores. Representa um ato de traição aos interesses dos trabalhadores que essas organizações, no caso da CUT pelo menos, representam. É preciso romper com a aliança com a burguesia e constituir um campo independente dos trabalhadores, organizar as massas para lutar por suas demandas. Nesse Primeiro de Maio nada de ato fajuto, todos à Praça da Sé em São Paulo, às 14 horas, no 1º de maio de luta, que honra a memória dos trabalhadores do passado e organiza os trabalhadores do presente

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