Ofensiva da direita
O DCO entrevista o militante Marcos Santin, militante do MST ameaçado neste início do ano pela direita catarinense após criação de um assentamento da reforma agrária
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Os latifundiários catarinenses realizam uma ofensiva contra a luta pela terra | Foto: reprodução

O Diário da Causa Operária (DCO) entrevista o advogado Marcos Santin, militante do MST que foi ameaçado pela direita de Santa Catarina após a criação de um novo assentamento da Reforma Agrária no município de São Cristovão do Sul. O mlitante foi notificar o arrendatário de terra Luiz Zulmir Pereira onde afirmou que não iria sair e ainda ameaçou “matar uns dez”, se referindo às famílias, e apontou a arma para o advogado. Veja a entrevista abaixo:

 

Poderia se apresentar para os nossos leitores:

Marcos Santin: Boa tarde. É um prazer conversar com o amigo e agradeço pela solidariedade. Estou atuando desde a minha formação em 2019 na área de Direitos Humanos, mas muito antes de ser Advogado, eu já estava nos acampamentos acompanhando o meu pai e minha mãe (Vilson Santin e a Jô), são as pessoas que me ensinaram e inspiraram, aliás, inspiram todos os dias. São os exemplos que eu mais admiro nessa minha vida.

 

1. Fale um pouco da ocupação que sofreu os ataques do latifundiário? Como foi a conquista dessa área?

Marcos Santin: Essa área foi adquirida pelo pode público municipal (município de São Cristóvão do Sul/SC) e possui como a destinação a criação de um Assentamento Agroecológico. Foi uma parceria entre o poder público municipal e o MST. Nesse momento já foi iniciado a divisão da terra para as famílias e estão na fase de construção.

 

2. Quem era o latifundiário que ameaçou?

Marcos Santin: Se trata de um arrendatário insatisfeito com a chegada das famílias acampadas no local. Esse arrendatário deveria ter saída da área no dia 01/11/20, quando venceu o seu contrato, porém, o mesmo se recusa a sair da área. Ressalto que essa área já foi comprada pelo município, o arrendatário não possui nenhum direito sobre a área, porém, continua ameaçando as famílias que estão no local.

 

3. Depois das ameaças quais foram as medidas que foram tomadas?

Marcos Santin: Após as ameaças, registrei um BO, comuniquei a OAB/SC sobre o ocorrido, haja vista que estava no exercício da minha função no momento das ameaças. A OAB encaminhou um pedido de proteção as autoridades para a minha família e para as famílias que estão acampadas no local.

 

4. Como está a situação de luta pela terra em Santa Catarina? Trabalhadores sem terra, indígenas e quilombolas?

Marcos Santin: A situação não está fácil como todo o Brasil, em razão desse governo facista, antipopular, antidemocrático. É evidente que o governo coloca o MST como um inimigo, não só o MST, mas todos os movimentos sociais. Diante desse quadro, apesar das dificuldades, estamos resistindo, lutando de todas as formas pelos nossos objetivos.

 

5. Como vocês estão vendo a ofensiva da direita com o governo Bolsonaro contra a reforma agrária?

Marcos Santin: Renato, vemos com preocupação e ao mesmo tempo, como respondi acima, não deixaremos de lutar pelos nossos objetivos. No caso do MST, são 3 os principais objetivos: 1- Lutar para conquistar a terra; 2- lutar para conquistar a Reforma Agrária Popular, e 3- luta pela transformação social. Brasil é um país extremamente desigual. O MST possui com pauta 4 estratégias para o ano de 2021: produção de alimentos saudáveis, plantio de 100 milhões de árvores nativas em 10 anos, direito a vacina contra o Covid-19 para todo o povo brasileiro (defesa do SUS), e a garantia da soberania nacional, bem como a garantia do direito dos trabalhadores e trabalhadoras

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